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  • J. POVO- MARÍLIA

Ônibus lotados mantém relaxos, agrava riscos da Covid-19 e irrita usuários em Marília


O que já estava ruim, piorou! As famigeradas empresas de ônibus Grande Marília e Sorriso de Marília, que formam o nocivo monopólio do transporte coletivo urbano aqui na cidade, anunciaram que as já reduzidas frotas de ônibus em circulação estão mais reduzidas ainda. A desculpa esfarrapada é que a cidade está na Fase Vermelha da quarentena. Em todas as fases (e antes da pandemia) as lotações e relaxos já eram realidade no decadente transporte coletivo urbano em Marília.

A população que depende desse tipo de transporte vem sendo assolada desde que essas empresas (com sedes em Bauru e Curitiba) passaram a operar em Marília com péssimos serviços.

Todos os dias há mais ônibus parados nas garagens delas do que nas ruas, atendendo a comunidade.


Filas e aglomerações de passageiros no Terminal Urbano de Marília, esta semana

Mudanças de linhas a bel-prazer, retirada de todos os cobradores (sobrecarregando os motoristas, aumentando os atrasos e riscos de acidentes), ônibus lotados em plena pandemia, retirada dos direitos do passe-livre para idosos, redução de benefícios para estudantes e outros abusos.

Esse é o modus-operandi dessas empresas que além de se unirem em um monopólio fajuta com suspeita de fraude em licitação, formam um flagrante cartel ao cobrarem o mesmo valor de tarifas, apesar de fazerem itinerários diferentes (uma faz as Zonas Sul e Leste e a outra as Zonas Norte e Oeste), com planilhas de custos diferentes.

Após o absurdo aumento das tarifas de R$ 3 para R$ 3,80, essas empresas protocolaram pedido de novo reajuste de tarifas (o mesmo valor para as duas empresas!!!), de R$ 3,80 para R$ 6,24 (64%), contra uma inflação de 4,52%, divulgada pelo IBGE.


REUNIÃO DO SAF

O novo e abusivo pedido de reajuste das tarifas (entre as mais caras do Estado), protocolado em dezembro na Emdurb aguarda reunião do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília).

"Estamos analisando a forma mais segura de reunir os membros do SAF", disse o presidente da Emdurb, Valdeci Mendes de Oliveira, ao JP. O Sistema conta com 11 representantes de vários segmentos da sociedade.

O quórum necessário para a reunião, que poderá ser presencial e com sistema remoto, é de pelo menos seis membros. "Desejamos que todos compareçam", comentou Valdeci. A convocação deles será feita por ofício, telefonema ou e-mail. "Estamos analisando, assim como um ambiente de segurança", afirmou.

O SAF emite um parecer sobre o pedido das empresas, que em seguida é remetido à Procuradoria Jurídica da Prefeitura e depois vai para decisão final do prefeito Daniel Alonso (PSDB). Várias cidades já decretaram reajuste zero para tarifas de ônibus, em razão da crise econômica e social provocada pela pandemia do coronavírus.





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