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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

URBANISMO: O que temos com isto? Tudo!


Por Marcos Boldrin

Há quem imagine nossas cidades como máquinas: bastam engrenagens bem ajustadas e lubrificadas para que funcionem perfeitamente.

Pessoas assim pensam mecanicamente.

Gestores não são diferentes: são profissionais escolhidos dentre nós, pessoas comuns. Se também enxergam as cidades como engenhocas, ficam com corações assim – mecânicos -, perdendo suas humanidade e pureza.

Pra nossa sorte, ainda bem que a toda Gotham City corresponde um Batman; a toda Metrópolis, um Superman: há sempre os que pensam diferente em servir e proteger a coletividade.

O urbanismo é destas áreas que cuida silenciosa e invisivelmente da gente: adapta um meio, um espaço, às nossas vivências e convivências, sempre alicerçado nas boas práticas, conhecimentos sólidos e atitude moral que respeite profundamente todo ser que sente, seres sencientes.

Reúne, de forma quase mágica, as frustrações e sonhos, vícios e virtudes, os conflitos humanos, as justiças e injustiças do destino, misturando-os e os combinando às paisagens, gerando espaços adequados que atendam a necessidades de uma época.

Daí, portanto, ser multidisciplinar, plural: quanto mais gente participar, com suas experiências distintas e dentro de uma ordem que garanta a manifestação de todos, melhor se constrói uma cidade.

Há técnica nele, muita: geógrafos, cientistas sociais, administradores, entre tantos outros profissionais emprestam suas habilidades para moldar, dentro de regras e limites, aquilo que nós, que vivemos a cidade diariamente, carecemos.

Treina o olhar para observar o nosso redor e dele se embeber, absorvendo conhecimento; dá forma esculpindo, no mármore chamado cidade, o que até então só existia no mundo das ideias.

A sua criação e sua história são plenas de sentimentos e sentimentalismos que nos põem diante do espelho que reflete nossa própria existência.

Hoje, Dia do Urbanismo, lembremos o professor e propósitos da data, Carlos Maria della Paolera: fazer urbanismo é "garantir a união íntima da cidade com a terra habitada".

União. E unir, nos dias de hoje, já é, por si só, um milagre suficiente.


Marcos Boldrin é Secretário da Administração, Urbanista e Coronel da Reserva

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