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Variante do coronavírus é confirmada na região e faz cidade endurecer regras de isolamento


Neste sábado (13), a Prefeitura de Jaú (147 quilômetros de Marília divulgou que a variante brasileira da Covid-19 foi identificada em três amostras de material genético coletadas de pacientes do município após o recente aumento de casos positivos da doença e internações na cidade. A identificação da variante, chamada de P.1, foi feita pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz na Capital após a conclusão do sequenciamento do Sars-CoV-2 presente nas amostras dos pacientes. A presença da variante brasileira do coronavírus já foi confirmada em dez Estados, segundo o Ministério da Saúde. Alvo de análises devido à possibilidade de ser mais transmissível, a variante foi identificada em janeiro no Amazonas, onde já responde pela maioria dos casos. Na terça-feira (9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta em seu boletim epidemiológico sobre a possível redução da ação de anticorpos neutralizantes, capazes de bloquear a ação do vírus no organismo, pelas mutações encontradas na variante P.1. Araraquara O Instituto de Medicina Tropical, órgão vinculado à USP (Universidade de São Paulo), confirmou na última sexta-feira (12) que cepas do coronavírus encontradas em Manaus (AM) e no Reino Unido foram identificadas em pacientes positivados para Covid-19 em Araraquara (distante 130 km de Bauru). A nova variante do vírus é mais transmissível e agressiva. Nesta semana, o Sesa (Serviço Especial de Saúde de Araraquara) enviou amostras de pacientes araraquarenses para análise do instituto da USP, pois havia a suspeita de que uma nova cepa do vírus pudesse estar na cidade. Suspeita que agora foi confirmada. Essa informação será remetida para o Instituto Adolfo Lutz, laboratório da saúde pública do Estado de São Paulo, para que o Governo do Estado seja oficialmente notificado. PREFEITO Em transmissão ao vivo pelo Facebook, na noite de sexta-feira (12), o prefeito Edinho comunicou a notícia para a população e afirmou que a Prefeitura tomará medidas mais duras para intensificar o isolamento social e diminuir o ritmo de contaminação. "Pelo histórico da pandemia desde março de 2020, nós estranhamos a velocidade das contaminações aqui em Araraquara e a agressividade do vírus, a forma como os pacientes evoluíam. Sabemos que houve um relaxamento do distanciamento social, muita gente viajou, muitas festas familiares de final de ano ocorreram, e tudo isso ajudou no processo de contaminação, mas a doença demonstrava uma característica diferente", disse Edinho. "Graças ao Sesa, amostras foram coletadas e remetidas ao Instituto de Medicina Tropical da USP. A doutora Ester Sabino, uma das maiores infectologistas do nosso País, a primeira pesquisadora a isolar o coronavírus no Brasil, nos deu a devolutiva dizendo que a cepa de Manaus circula na nossa cidade, bem como a cepa do Reino Unido", complementou o prefeito. Ministério da Saúde confirma os casos Dez estados já identificaram casos da variante brasileira do coronavírus, chamada de P.1, informou nesta sexta-feira (12) o Ministério da Saúde, incluindo-se aí o Estado de São Paulo. A informação foi dada antes de o caso de Araraquara ser confirmado. Alvo de análises devido à possibilidade de ser mais transmissível, a variante foi identificada em janeiro no Amazonas, onde já responde pela maioria dos casos observados, segundo a Fiocruz. Agora, dados compilados pelo grupo técnico de vigilância do ministério apontam que ela já foi identificada em outros nove Estados. Em três deles, Pará, Roraima e Ceará, a variante foi identificada em casos isolados -alguns deles, inclusive, sem vínculo epidemiológico com o Amazonas. DO AMAZONAS Em outros seis (Paraíba, Piauí, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio de Janeiro), a variante foi observada em casos importados do Amazonas, ou seja, em que houve análise e sequenciamento genômico de amostras de pacientes que estiveram no Estado. O Ministério da Saúde está implementando a Rede Nacional de Sequenciamento Genético nos laboratórios centrais de saúde pública dos estados (Lacen), visando investigar mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, que se encontram em circulação no país. Segundo o ministério, na fase piloto, 1.200 amostras do vírus de todas as unidades da Federação serão sequenciadas em quatro laboratórios de referência: Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, Instituto Evandro Chagas, no Pará, e laboratórios centrais da Bahia e de Minas Gerais. O se secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros disse acreditar que a iniciativa acelere a investigação das mutações do vírus. "A vigilância e o acompanhamento dessas mutações nos ajudarão na resposta do SUS [Sistema Único de Saúde] para o controle da pandemia no país e para entender cada vez mais o comportamento do vírus."



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