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VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES NA PF: Justiça rejeitou pedido de prisão do delegado Navas, mas determinou bloqueio de dinheiro em contas e bens dele

  • Adilson de Lucca
  • há 22 horas
  • 1 min de leitura

Relatório da Polícia Federal em Marília, pediu a prisão preventiva do delegado José Navas Júnior, acusado em inquérito de crime contra a administração pública por vazar informações a investigados pela corporação em troca de dinheiro. O caso veio à tona na manhã desta terça-feira (19), com a deflagração da Operação Sinon.

O inquérito aponta que ele acessava, sem autorização, sistema com dados sensíveis de diversas investigações conduzidas pela PF, frustrando os resultados de diligências.

O Ministério Público Federal se manifestou contra o pedido de prisão, que foi rejeitado pela Justiça Federal. "Não demonstrada a necessidade da prisão para assegurar a garantia da ordem pública ou a conveniência da instrução criminal", despachou o juiz Alexandre Sormani, da 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília.

O juiz ressaltou que, caso Navas descumpra medidas cautelares determinadas, a prisão poderá ser decretada.

Foram mantidas as determinações de proibição de Navas de adentrar a delegacia local da PF, suspensão das funções por quatro meses (sem prejuízo da remuneração). A suspensão da remuneração poderá ser determinada por medidas internas da própria Polícia Federal.

A justiça determinou ainda a proibição de se ausentar da cidade e país (entrega de passaportes) e bloqueio do valor de R$ 248 mil em suas contas bancárias, bem como de bens em seu nome. Também foi determinada a quebra do sigilo de celulares, e-mails e dados digitais do delegado e outros investigados no esquema, entre eles o advogado Luiz Gustavo Tenuta Araújo.

A esposa do delegado Navas também é alvo de investigações por movimentações financeiras suspeitas, no montante de cerca de R$ 1milhão, segundo o relatório da PF.



 
 
 

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