Movimento sindical avalia manifestações, pede suspensão de reformas e foca nas diretas-já

May 26, 2017

 Manifestações em Brasília, esta semana: Irton Torres e Wilson Vidoto falam da luta e da atual conjuntura política 

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da Força Sindical em Marília, Irton Siqueira Torres, disse ao JP que a missão em Brasília esta semana foi cumprida. "O que as principais centrais sindicais do país vinham programando ocorreu, que foi marcar presença na Capital Federal e demonstrar com que as entidades representativas dos trabalhadores do Brasil estão firmes na luta contras as famigeradas reformas Trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo, além do repúdio à já aprovada terceirização completa da mão de obra nas empresas", explicou Irton.

Ele disse que as manifestações desta semana fizeram parte da 8ª Marcha Unitária das Centrais, que reuniu entidades como a Força Sindical, CUT, CGT, Noca Central, UGT, Conlutas e outras. "Atingimos a meta de levar mais de 100 mil representantes de trabalhadores a Brasília, colocar senadores e deputados no palanque e dar o recado ao governo, ou seja, que não aceitamos a imposição dessas reformas sem diálogo, pois os operários serão muito prejudicados caso elas sejam aprovadas a toque de caixa e colocadas em prática", disse o sindicalista.

Irton afirmou que entre as bandeiras levantadas pelas entidades sindicais, esta semana, foi incluída a do movimento "Fora Temer", que pede a renúncia do presidente. "Como estouraram as pesadas denúncias de corrupção contra Temer na quinta-feira passada, não poderíamos ficar omissos quanto a isso também", justificou.

INFILTRAÇÕES E BADERNA

O presidente da Força Sindical local comentou também os conflitos e baderna ocorridos no mesmo dia, em Brasília. "Estranho, pois o grupo que promoveu aquela arruaça e quebra-quebra já chegou de máscaras contra gás e bomas de efeito moral. Uns cinquenta ou sessenta moleques que não tinham, pelo perfil mostrado, nada a ver com o movimento sindical. Recuamos e ficamos apenas observando as lamentáveis atitudes deles e estranho que também não apareceu no início daquela baderna nenhum helicóptero da polícia para orientar os pelotões em terra. Aquele grupo de arruaceiros agiu livre e deliberadamente, justamente no dia do nosso movimento, que sempre foi ordeiro e pacífico", disse Irton Torres.

Ele contou que,antecipadamente, houve várias reuniões do movimento sindical com o secretário de segurança e o governador de Brasília, delineando e organizando todo o trajeto e horários da passeata e da manifestação dos sindicalistas. "Inclusive, no dia da manifestação, nos pediram para retirar os canos de PVC e cabos de madeira das bandeiras, o que foi feito. Fizemos a passeata, que começou por volta das 11h30, de cerca de seis quilômetros e ficamos a um quilômetro mais ou menos do Congresso Nacional. Tudo transcorria normalmente, até que houve a surpresa do quebra-quebra. Havia senadores e deputados em nosso palco, todos sem máscaras de proteção e foram atingidos por gás de pimenta.Um tumulto generalizado que caracterizou bem infiltrações no movimento. Mas, demos conta do recado e cumprimos nosso direito constitucional de manifestação", resumiu.

DE OLHOS NAS MUDANÇAS POLÍTICAS

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília disse que, a partir de agora, o movimento volta a atenção e vigilância para as questões essencialmente políticas envolvendo o governo, como uma possível queda do presidente Michel Temer ou cassação dele pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

"Evidente que não podemos perder esse foco, também. Afinal, se o Temer cair, como é bem possível,quem assume temporariamente é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do mesmo grupo que defende as nocivas reformas, até que se escolha outro presidente pelo voto indireto. Uma situação caótica e muito preocupante, que envolve reformas e eleições. Dormimos com um olho no peixe e outro no gato. Nesse contexto todo, a nossa defesa e luta será sempre pelas eleições diretas-já", finalizou.

PARTICIPAÇÃO DE MARÍLIA

 

Representantes de diversos sindicatos de Marília partiram em caravana de ônibus e engrossaram as manifestações em Brasília. "O momento exige essa união, a integração de forças em defesa dos trabalhadores na pressão e marcação cerrada em cima do governo e do Congresso Nacional, para que a classe operária não seja massacrada com essas inaceitáveis reformas", disse ao JP o presidente do Sindicato da Alimentação em Marília, Wilson Vidoto Manzon, que ajudou a organizar o movimento com atividades na capital paulista. 

Ele afirmou que o momento no país é delicado. "Chegou-se num limite onde o povo, a Nação não suporta maios tantos escândalos,tanta corrupção. Basta", resumiu Vidoto. "Agora, a luta é pela suspensão imediata das famigeradas reformas e pelas diretas-já, caso necessário". 

 

 

 

 

 

 

 

 

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