Recorde em casos de Leishmaniose coloca o prefeito Daniel Alonso na mira do MP

September 25, 2017

 

    Prefeito Daniel Alonso com cão de estimação e pessoa infectada pela Leishmaniose em Marília: na mira do MP

 

Após o 13° caso de Leishmaniose em humanos registrado somente este ano, a Prefeitura de Marília virou nova\mente alvo do Ministério Público. Marília bate recorde de casos da doença, já que no ano passado foram notificados dez casos. 

O Ministério público já protocolou um ofício na prefeitura pedindo informações sobre o trabalho que está sendo feito para impedir o avanço da doença, que teve seu primeiro registro na cidade em 2011.

A promotoria quer saber do prefeito Daniel Alonso (PSDB), por exemplo, quantos agentes de saúde estão executando esse serviço de prevenção e também sugere a possibilidade de ampliação do combate ao mosquito palha, o transmissor da doença.

O MP também cobrou a Câmara de Vereadores sobre quais são as penas previstas para o cidadão que mantém chiqueiros ou galinheiros na área urbana, situações que favorecem a proliferação do mosquito.

Os promotores informam ainda que o pedido de informações se justifica porque dados indicam que há pelo menos 90 cães contaminados, o que sustenta a tese de a doença vive sua maior epidemia na cidade. O prazo para as autoridades fornecerem as informações é de até 30 dias.

O 13º caso de leishmaniose em humanos foi atingiu um homem de 68 anos, morador da zona norte de Marília, a região da cidade considerada a mais crítica. Até o início de agosto, quando surgiram dois casos em outras regiões (oeste e leste), as notificações anteriores eram todas concentradas na zona norte.Dados do MP indicam que cidade possui cerca de 90 cães infectados

Com isso, dois bairros da zona norte – Jânio Quadros e Alcides Matiuzzi – estão em estado de alerta.Em função disso, as equipes de saúde intensificaram as visitas de casa em casa com objetivo de orientar a população e, assim, tentar conter o avanço da doença.Ticiana dos Reis, coordenadora da Divisão de Zoonoses: "Doença já se instalou e agora temos de controlar"

O 13º caso de leishmaniose em humanos foi atingiu um homem de 68 anos, morador da zona norte de Marília, a região da cidade considerada a mais crítica. Até o início de agosto, quando surgiram dois casos em outras regiões (oeste e leste), as notificações anteriores eram todas concentradas na zona norte.Dados do MP indicam que cidade possui cerca de 90 cães infectados.

O caso confirmado esta semana foi registrado no bairro Santa Antonieta, que já tinha um caso anteriormente notificado. Com isso, dois bairros da zona norte – Jânio Quadros e Alcides Matiuzzi – estão em estado de alerta.

Em função disso, as equipes de saúde intensificaram as visitas de casa em casa com objetivo de orientar a população e, assim, tentar conter o avanço da doença.Ticiana dos Reis, coordenadora da Divisão de Zoonoses: "Doença já se instalou e agora temos de controlar", disse ela em entrevista à TV TEM. 

“A gente vai iniciar a identificação dos cães positivos e vamos também começar uma ação de educação e saúde, com os agentes entrando nas casa. Por isso, é importante que os moradores atendam os técnicos. A doença já se instalou e agora não há o que fazer a não ser controlar”, explica Ticiana dos Reis, coordenadora Divisão de Zoonoses. “A gente vai iniciar a identificação dos cães positivos e vamos também começar uma ação de educação e saúde, com os agentes entrando nas casa. Por isso, é importante que os moradores atendam os técnicos. A doença já se instalou e agora não há o que fazer a não ser controlar”, explica Ticiana dos Reis, coordenadora Divisão de Zoonoses.

 

O que é Leishmaniose?

Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.

Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava". A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

Sintomas

Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

 

Acesse esse link e saiba mais sobre a doença

 

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/leishmaniose

 

 

 

 

 

 

 

 

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