CASO KAMILA: delegada Viviane diz que versão do marido "não convenceu". Ele disse houve luta e tiro foi acidental

October 24, 2017

         A delegada Viviane Yoneda representou pela prisão do acusado de atirar na esposa grávida

 

A delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Viviane Boacnin Yoneda Sponchiado, disse nesta terça-feira (24) que decidiu representar pela prisão preventiva do cabeleireiro  Carlos Henrique Oliveira dos Santos, de 34, porque "a versão apresentada por ele em depoimento na DDM não convenceu". O acusado havia sido liberado pela delegada após seu depoimento, acompanhado do advogado Eliseu Albino. Na manhã de hoje ele foi preso por policiais civis em seu salão de beleza, na área central da cidade.

Carlos Henrique alegou em depoimento na tarde ontem (23) que o tiro na esposa, a cabeleireira Kamila Mesquita de Almeida, de 32 anos, foi acidental, após entrar em luta corporal com ela. Disse que ela chegou armada ao salão de beleza onde ele trabalha, na noite de sábado (21). 

A delegada disse que já ouviu a vítima, que segue internada sem risco de morte no Hospital das Clínicas e a mesma afirmou que Carlos Henrique não aceitava a separação, ocorrida há cerca de seis meses, após 18 anos de casados. O acusado, segundo a delegada, também não apresentou a arma do crime.Uma testemunha foi ouvida e outras estão sendo intimadas. A delegada aguarda os laudos da perícia sobre o caso. A prisão preventiva de Carlos Henrique é por 30 dias, mas pode ser prorrogada. Ele deverá responder por feminicídio. 

"TIRO ACIDENTAL"

 

                                Kamila foi atingida por um disparo de revólver

 

Acompanhado do advogado Eliseu Albino, o acusado alegou que o tiro foi acidental, o qual foi em direção ao tórax da mulher, desviou em uma costela e perfurou o braço.

Como tem emprego e residência fixos, Carlos Henrique responderá o inquérito em liberdade. Kamila segue em estado estável no Hospital das Clínicas. O casal tem três filhos menores e ela está grávida.

O advogado que acompanhou o acusado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Eliseu Albino, disse ao JP que Carlos Henrique vai responder o inquérito em liberdade porque é primário, tem profissão definida, residência fixa e curso superior (é formado em Teologia). A delegada Viviane Boacnin Yoneda Sponchiado ouviu o acusado.

"Ele estava trabalhando no salão dele, no sábado à noite, quando a mulher chegou empunhando um revólver. Eles discutiram e ele, o Carlos Henrique, entrou em luta corporal para tentar tirar a arma dela. Ele tem baixa estatura em relação à ela e, na luta, houve o disparo acidental", disse Albino ao JP. Após o disparo, Carlos Henrique ligou para o irmão de Kamila ir socorrê-la. O SAMU foi acionado.

O advogado relatou ainda que a mulher já havia ameaçado o marido de morte. "Eles são casados há 17 anos e estavam separados de fato há uns seis meses. Ela brigava muito com ele e a situação piorou quando ele descobriu uma conversa dela com outro homem no Whatsapp, uma conversa que não é digna de uma mulher casada", afirmou o advogado. "O Carlos Henrique também tem dúvidas se o filho que ela está esperando é dele", completou.

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