Deputados que se dizem "de Marília" votaram a favor do corrupto Temer

October 26, 2017

                              Walter Ihoshi e Vinícius Carvalho votaram a favor do corrupto Temer

 

Dois deputados federais, Walter Ihoshi e Vinícius Carvalho, que dizem ter "alguma ligação" com Marília,  votaram novamente nesta quarta-feira (25) a favor do presidente Michel Temer (PMDB) em sessão na Câmara Federal e ajudaram a barrar as investigações de corrupções do atual governo pelo STF. Por 251 votos a favor e 233 contra, parecer da CCJ que livra Temer de investigação foi aceito no plenário. Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) são acusados por formação de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Ihoshi e Vinícius já haviam se posicionado da mesma forma na primeira denúncia contra os atos de corrupção do Governo Federal, em agosto passado.

Walter Ihoshi (PSD) e Vinícius Raposo Carvalho (PRB) votaram a favor dos relatórios da CCJ (Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça) que determina o arquivamento das denúncias de corrupção contra Temer. Os pareceres emitidos no relatório da CCJ, impedem que o STF (Supremo Tribunal Federal) investigue as denúncias contra Temer. 

CONTRA AS INVESTIGAÇÕES DE CORRUPÇÃO

"Senhor presidente, meu voto é sim", disse Vinícius Raposo Carvalho ao expor seu voto. "Senhor presidente, pela estabilidade e pelo avanço das reformas eu digo sim", disse Walter Ihoshi. Os votos deles somaram 136 votos a favor de Temer. Ihoshi e Carvalho (que é pastor da Igreja Universal no Rio de Janeiro) votaram também a favor das famigeradas reformas Trabalhista e da Previdência, que prejudicaram milhões de trabalhadores.

A deputada Bruna Furlan (PSDB), que obteve cerca de sete mil votos em Marília, também votou a favor de Temer. Já o deputado Capitão Augusto (PR), que tem base em Ourinhos, votou contra o relatório da CCJ, ou seja, a favor da continuidade das investigações contra Temer. O deputado Milton Monti (PR), de São Manuel, votou a favor do relatório, beneficiando Temer e a corrupção.

 

 As primeiras denúncias contra o presidente, rejeitadas pelos deputados em agosto, foram feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontando crime de corrupção passiva de Temer por ter supostamente negociado benesses em troca de favorecer o empresário Joesley Batista, magnata da JBS e agora delator da Operação Lava Jato. Temer foi acusado de ser beneficiário dos recursos entregues pela empresa (R$ 500 mil) ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que havia sido assessor especial da Presidência da República. Conforme a Constituição, um eventual processo contra o presidente da República no Supremo, por crime comum, São necessários 342 votos para que Temer seja afastado por 180 dias e julgado pelo STF. Nas duas votações na Câmara Federal. Temer abriu os cofres descaradamente, liberando mais de R$ 60 bilhões em verbas para parlamentares que se posicionaram a seu favor e contra as investigações de corrupção.

 

 
Só 14% da população é contraria à abertura de processo contra o presidente no STF, segundo pesquisa; 79% dos entrevistados disseram considerar que deputado que apoiar rejeição da denúncia da PGR é "cúmplice da corrupção"

 

A maioria absoluta da população brasileira concorda com afirmação de que deputados que apoiarem Michel Temer são "cúmplices da corrupção"

A maioria dos brasileiros defende a aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer, que deve ser levada à votação no plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira (2) . De acordo com pesquisa divulgada pelo Ibope, 81% da população é favorável à abertura de processo contra o peemedebista no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto apenas 14% dos entrevistados defenderam a rejeição da denúncia. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder sobre o tema. 

A pesquisa encomendada pela associação civil Avaaz.org mostrou ainda que o apoio à admissão da denúnca por corrupção passiva oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer é maior entre os mais jovens (89%). Também se destacaram aqueles que têm o ensino médio ou superior completo (86% e 85%, respectivamente), os que têm renda familiar entre dois e cinco salários mínimos (87%) e aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos (85%).

O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 26 deste mês e foram ouvidos 1 mil brasileiros por telefone. A margem de erro estimada pelo Ibope é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ao serem apresentados à afirmação "Acho que a denúncia é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice da corrupção", 79% dos entrevistados disseram concordar com o pensamento, enquanto 18% disseram discordar.

 

VEJA COMO VOTARAM OS DEPUTADOS FEDERAIS DE SÃO PAULO

  • Alex Manente (PPS) - não

  • Alexandre Leite (DEM) - abstenção

  • Ana Perugini (PT) - não

  • Andres Sanchez (PT) - não

  • Antonio Bulhões (PRB) - sim

  • Antonio Carlos Mendes Thame (PV) - não

  • Arlindo Chinaglia (PT) - não

  • Arnaldo Faria de Sá (PTB) - não

  • Baleia Rossi (PMDB) - sim

  • Beto Mansur (PRB) - sim

  • Bruna Furlan (PSDB) - sim

  • Capitão Augusto (PR) - não

  • Carlos Sampaio (PSDB) - não

  • Carlos Zarattini (PT) - não

  • Celso Russomanno (PRB) - sim

  • Dr. Sinval Malheiros (Pode) - sim

  • Eduardo Bolsonaro (PSC) - não

  • Eduardo Cury (PSDB) - não

  • Eli Corrêa Filho (DEM) - sim

  • Evandro Gussi (PV) - sim

  • Fausto Pinato (PP) - sim

  • Flavinho (PSB) - não

  • Gilberto Nascimento (PSC) - sim

  • Goulart (PSD) - sim

  • Guilherme Mussi (PP) - sim

  • Herculano Passos (PSD) - sim 

  • Ivan Valente (Psol) - não

  • Izaque Silva (PSDB) - não

  • Jefferson Campos (PSD) - não

  • João Paulo Papa (PSDB) - não

  • Jorge Tadeu Mudalen (DEM) - simJosé Mentor (PT) - não

  • Keiko Ota (PSB) - não

  • Lobbe Neto (PSDB) - não

  • Luiz Lauro Filho (PSB) - não

  • Luiza Erundina (Psol) - não

  • Major Olimpio (SD) - não

  • Mara Gabrilli (PSDB) - ausente

  • Marcelo Aguiar (DEM) - sim

  • Marcelo Squassoni (PRB) - sim

  • Marcio Alvino (PR) - sim

  • Miguel Haddad (PSDB) - não

  • Miguel Lombardi (PR) - sim

  • Milton Monti (PR) - sim

  • Missionário José Olimpio (DEM) - sim

  • Nelson Marquezelli (PTB) - sim

  • Nilto Tatto (PT) - não

  • Orlando Silva (PCdoB) - não

  • Paulo Freire (PR) - ausente

  • Paulo Maluf (PP) - sim

  • Paulo Pereira da Silva (SD) - sim

  • Paulo Teixeira (PT) - não

  • Pollyana Gama (PPS) - não

  • Pr. Marco Feliciano (PSC) - sim

  • Renata Abreu (Pode) - não

  • Ricardo Izar (PP) - sim

  • Ricardo Tripoli (PSDB) - não

  • Roberto Alves (PRB) - sim

  • Roberto de Lucena (PV) - sim

  • Roberto Freire (PPS) - não

  • Sérgio Reis (PRB) - não

  • Silvio Torres (PSDB) - não

  • Tiririca (PR) - não

  • Valmir Prascidelli (PT) - não

  • Vanderlei Macris (PSDB) - não

  • Vicente Candido (PT) - não

  • Vicentinho (PT) - não

  • Vinicius Carvalho (PRB) - sim

  • Vitor Lippi (PSDB) - não

  • Walter Ihoshi (PSD) - sim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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