"Monte Azul": gastos com alugueis de caminhões de lixo pela Prefeitura já dariam para comprar vários caminhões novos

November 6, 2017

Em março deste ano, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) iniciou o plano de aluguel de quatro caminhões de coleta de lixo da Empresa Monte Azul. Sem licitação, passou a pagar R$ 20 mil por mês pelo aluguel de cada caminhão. O rolo foi crescendo e agora, o Ministério Público Estadual, acatando uma representação do deputado Abelardo Camarinha (PSB), decidiu pela abertura de um Inquérito Civil para apurar as denúncias de superfaturamento e improbidade administrativa do prefeito. 

Junto aos documentos anexados à representação, constaram cópias de alugueis de caminhões pela Prefeitura de Bauru com valores de cerca de R$ 10 mil mensais por cada caminhão alugado. Aqui em Marília, cada caminhão custa R$ 20 mil por mês aos cofres públicos.

Em maio deste ano, a Prefeitura de Marília adquiriu três caminhões novos de coleta de lixo, pagando R$ 735 mil por eles, ou seja, R$ 245 mil cada um. Considerando-se oito meses de pagamentos alugueis de R$ 80 mil ao mês, a Prefeitura teria um gasto de R$ 640 mil, valor que engorda os cofres da Monte Azul.

Ora, se a compra de três caminhões novos pára coleta de lixo custou R$ 735 mil, mais um mês de aluguel pago á Monte Azul, daria para a Prefeitura comprar mais três caminhões novos. Dividida em apenas oito meses, a compra seria praticamente à vista, no sistema de leasing. 

GASTOS COM O FAMIGERADO TRANSBORDO DO LIXO

A Monte Azul continua arrombando os cofres públicos, com a conivência da Prefeitura de Marília, desde 2014, também com o tal transbordo de lixo para aterros de Quatá e Piratininga, com custos de cerca de R$ 12 milhões por ano. O rombo fica ainda maior quando se descobre que o lixo é levado daqui sem pesagem. Desde o fechamento da Coopemar (onde era feita a pesagem), em meados de 2015, o lixo é levado pelos caminhões da Monte Azul e pesados quando chegam ao destino, sem fiscalização ou checagem da Prefeitura de Marília.

É o mesmo que colocar cabrito para tomar conta de horta, já que a tal empresa esfola os cofres públicos e o lombo do povo mariliense de todas as formas. Portanto, não tem escrúpulos, óbvio, com a conivência dos gestores públicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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