SAF rejeita aumento de tarifas de ônibus. Empresas irão à Justiça, caso o prefeito não autorize o aumento

November 13, 2017

O SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo) se reuniu na manhã desta segunda-feira (13) no auditório da Prefeitura e definiu, por maioria absoluta, rejeitar o pedido de aumento das tarifas de ônibus urbanos de R$ 3 para R$ 3,71, como querem as empresas Grande Marília e Sorriso de Marília.

Com a decisão, a direção da AMTU (Associação Mariliense do Transporte urbano), que representa as duas empresas, já anunciou, após a reunião, que entrará com ação na Justiça para tentar conseguir o aumento das tarifas.

O SAF decidiu rejeitar o pedido, mas emite apenas um parecer. A decisão final, sobre aumentar ou não as tarifas, está nas mãos do prefeito Daniel Alonso (PSDB). 

EMPRESAS PRESSIONAM

Há cerca de cinco meses as empresas de ônibus Grande Marília e Sorriso de Marília vêm pressionando o prefeito para que o mesmo autorize reajuste no preço das tarifas. Já ameaçaram até romper o contrato de concessão, mas a estratégia não deu certo.

Como dividem o monopólio na cidade, as duas empresas cobram o mesmo preço nas passagens: R$ 3.  No início deste mês, houve uma reunião entre representantes das empresas e a Prefeitura. "Tratamos de itinerários, mudanças de pontos e algumas adequações operacionais. Não discutido nada sobre aumento de tarifas", garantiu ao JP o secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes. No mês passado, a prefeitura autorizou a abertura do Terminal Rodoviário Urbano, com mudanças no sistema do passe integrado que beneficiaram as empresas.

ÚLTIMOS REAJUSTES

Os últimos aumentos no valor da passagem de ônibus em Marília ocorreram no intervalo de menos de um ano, em 2015. As tarifas passaram de R$ 2,15 para R$ 2,50 e de R$ 2,85 para R$ 3. Reajuste acumulado de R$ 0,50 com índice de 19%.

Em 2016, como era ano eleitoral, para evitar desgaste político e popular, o então prefeito Vinícius criou uma manobra para evitar o reajuste direto nas tarifas e concedeu isenção do pagamento de ISSQN (o popular ISS) para as empresas de ônibus. Como não foi previsto o impacto que esse grande benefício às empresas causaria aos cofres públicos, a medida está sendo investigada. 

 

 

 

 

 

 

 

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