Debate na Rádio 950 reúne lideranças, populares e aborda questão dos planos de saúde dos servidores municipais

November 23, 2017

Sob o comando do comunicador José Henrique, o "Jornal da 950" (Rádio 950), promoveu nesta quinta-feira (23) mais um debate sobre a polêmica envolvendo  a Prefeitura de Marília, os servidores públicos municipais e a Unimed.

Participaram do programa o deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB), o vereador Danilo da Saúde (PSB), o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Mauro Cirino e os advogados Rafael Goro e João Paulo Kemp, além de servidores públicos da ativa e aposentados e populares.

Durante 1h30, o foco das discussões foram os altos preços dos novos planos de saúde da Unimed oferecidos aos servidores municipais, após o processo de licitação promovido pela Prefeitura este ano e finalizado em agosto passado.

"Os serviços da Unimed são bons, os servidores querem continuar com eles, mas ocorre que o prefeito Daniel Alonso, premeditadamente, fez um edital reduzindo a participação da Prefeitura e aumentando os valores para os servidores no pagamento dos planos e isso vem prejudicando milhares e milhares de pessoas, além dos servidores, seus familiares e dependentes", disse o deputado Camarinha.

"O mais grave é que muitos servidores, especialmente os aposentados, estão em tratamento médico contínuo e com consultas e até cirurgias marcadas, mas estão sendo obrigados a cancelar os planos de saúde por conta desses absurdos aumentos de preços, provocados maldosamente pelo prefeito", acrescentou o parlamentar.

Camarinha colocou advogados de sua assessoria à disposição para auxiliar servidores municipais em situação de risco. Dois advogado acompanharam o debate, ao vivo, na Rádio e analisaram alguns casos específicos. Entre eles, um senhor aposentado do Daem que esteve presente na emissora. Ele sofre de trombose em uma das penas, faz tratamento permanente e deverá necessitar de cirurgia. Outros servidores familiares deles mostraram holerites e propostas com preços de planos de saúde que não poderão pagar.

CONTRATO DE MILHÕES, SOBRECARGA NA SAÚDE PÚBLICA E OS APOSENTADOS 

"Tem a questão jurídica, mas o problema maior nessa situação toda, é a questão política, pois foi o prefeito quem criou esses problemas. E ele pode resolver isso tomando uma iniciativa: aumentando a contrapartida da Prefeitura em torno de 50% ou 60% nos pagamentos dos planos da Unimed para os servidores municipais", sugeriu Camarinha.

Ele lembrou que a contratação dos novos planos de saúde envolvem um contrato de R$ 28 milhões e 800 mil. "Os servidores, a população, o Ministério Público e órgãos fiscalizadores têm que ficar de olho nisso", alertou. Camarinha também disse que o fato de cerca de 4 mil servidores ativos e inativos correrem e seus familiares correrem o risco de ficar sem a assistência da Unimed, vai sobrecarregar os postos e unidades de saúde públicos. Serão mais cerca de 16 mil pessoas buscando atendimento na rede pública de saúde". 

O parlamentar também comentou que a maior preocupação, nesse contexto, é com os aposentados e pensionistas do Ipremm. "São servidores públicos municipais que entraram na Prefeitura quando eu fui prefeito pela primeira vez (83 a 88) e agora estão aposentados ou se aposentando. Uma classe que, pela idade, necessita bem mais da assistência médica-hospitalar e não pode ficar sem os planos de saúde".

FACA NO PESCOÇO

O sindicalistas Mauro Cirino disse que na próxima segunda-feira (27), promoverá um protesto na porta da Prefeitura contra os atrasos nos pagamentos dos salários dos aposentados e pensionistas do Ipremm. "Poderemos também incluir no manifesto esse grave problema dos planos de saúde. A categoria tem que se mobilizar", comentou.

Cirino disse ainda que outra questão que preocupa é o caso dos servidores do Daem, que poderão ficar sem assistência à saúde a partir de sábado quando entrarão em vigor os novos planos da Unimed. "Isso porque o edital de licitação elaborado pela Prefeitura não contemplou o pessoal do Daem. É preciso buscar uma alternativa urgente para isso, pois também são servidores municipais", alertou o sindicalista.

Ele comentou que, com esse problema criado pela Prefeitura, "os servidores acabam se lascando. Os planos de saúde da Unimed são muito bons, mas eles estão com a faca no pescoço. Ou pagam ou ficam sem assistência".

SEM TRANSPARÊNCIA

O vereador Danilo da Saúde disse que quando começou o processo licitatório este ano, a Câmara Municipal, a pedido dele, formou uma comissão para acompanhar a elaboração do edital para contratação de novos planos de saúde para o servidores. 

"Chegamos a protocolar ofício cobrando o andamento dos trabalhos e recebemos como resposta que o Edital ainda não estava pronto. Uma semana depois, para nossa surpresa, foi publicado o Edital já pronto, sem que a Prefeitura ouvisse as sugestões dos vereadores ou demais interessados. Não houve transparência nesse processo de licitação é o resultado está aí, infelizmente, com  milhares de servidores e seus familiares bastante preocupados, muitos desesperados e prejudicados", afirmou Danilo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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