Rejeitado como pré-candidato a deputado, Damasceno intensifica racha e ataques ao governo de Daniel Alonso

December 28, 2017

Está sendo acirrado o racha entre o presidente da Câmara de Marília, Wilson Damasceno (PSDB) e o prefeito Daniel Alonso (PSDB). O pano de fundo disso é o fato do prefeito estar, nos bastidores, articulando o lançamento de sua filha, Daniele Alonso, como candidata a deputada pelo PR, em 2018. Outro governista que está na parada articulando candidatura a deputado é o secretário municipal da Administração, Alcides Faneco (PSDB), que integra o trio de homens fortes de Daniel Alonso, com o procurador Jurídico Alysson Alex e o secretário da Fazenda, Levi Gomes.

      Daniele Alonso e Faneco (ao fundo): possíveis candidaturas a deputados pelo grupo de situação

 

Como não é segredo, Damasceno sempre esperou ter o apoio do prefeito (leia-se máquina administrativa) como pré-candidato a deputado no próximo ano, mesmo sem ter cacife político para esta empreitada.

A medida em que vê suas pretensões políticas se distanciando, Damasceno vai intensificando suas posições contrárias ao governo de Daniel Alonso.

Sob um misto de descontentamento e birra, o presidente da Câmara anunciou durante a sessão extraordinária desta quinta-feira, que irá recorrer ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) contra o processo licitatório em andamento na Emdurb, que prevê a instalação de radares de controle de velocidade na área urbana de Marília.

Damasceno afirmou que poderá recorrer também ao Ministério Público contra o projeto do governo Daniel. 

Ainda "exigiu" que a Emdurb suspenda os testes dos radares, que são feitos pela empresa vencedora da licitação para instalação dos equipamentos na cidade.

GOLPE E CRÍTICAS NO TERMINAL URBANO

O presidente do Legislativo sofreu um duro golpe nesta sessão extraordinária, quando o líder do prefeito na Câmara, vereador Marcos Rezende (PSD), pediu vistas e adiou a votação de um projeto de lei de autoria dele  (Damasceno) que que tinha como objetivo "travar" os trabalhos da Emdurb na questão dos radares. 

Damasceno também mirou na questão da retirada das catracas do Terminal Urbano e mandou a equipe da TV Câmara fazer uma reportagem no local, descendo o pau nessa questão. 

“A Câmara quer saber por que as catracas não foram recolocadas, uma vez que, a prefeitura já determinou neste sentido? Não existe um contrato que determine isso? Nós queremos ver este contrato e quem o assinou, em prejuízo da população e favorável às empresas de transporte”, disse Damasceno na reportagem, sem citar o nome do prefeito Daniel Alonso, apesar de ter estado ao lado dele quando o mesmo anunciou em gravação de vídeo ter determinado a volta das catracas "em quinze dias". 

Enfim, sendo jogado para escanteio nas articulações político-eleitorais do grupo de situação, Damasceno se agarra no cargo de presidente da Câmara (do qual ele cairá fora em 2018) para tentar ser o indicado como candidato a deputado no próximo ano. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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