RADAR DO JP: INFORMAÇÕES E NOTAS DOS BASTIDORES POLÍTICOS

February 17, 2018

 

 

 

DESABAFO DO PADRE

O padre Edson, que participou ativamente da campanha de Daniel Alonso (PSDB), em 2016, cascou o pau na represália do prefeito aos vereadores, com a exoneração sumária de 32 ocupantes de cargos comissionados indicados por eles. O religioso não aceitou a justificativa oficial do prefeito, alegando tratar-se de "reforma administrativa". 

"Mentira esfarrapada. Retaliação é o nome deste ato desprezível. Outro tiro no pé", comentou, nas redes sociais. O padre Edson, após condenação judicial e rolos políticos, foi transferido para Quintana no final do ano passado.

 

PREÇOS SALGADOS

A prefeitura abriu Sindicância para apurar denúncias de superfaturamento de preços de salgados de diversos tipos e bolos, nas secretarias municipais da Assistência Social e da Juventude, na gestão passada. A suspeita surgiu após comparações de preços entre um pregão realizado pela Assistência Social, em 2017 e outros dois pregões iguais realizados em 2015 e 2016, para aquisição desses mesmos produtos. A sindicância vai apurar eventual responsabilidade funcional e prejuízo ao erário.

 

"VEÍCULOS MORTOS DE FOME"

Acima, print de uma das mensagens enviadas pelo prefeito Daniel Alonso ao vereador João do Bar, na quinta-feira (15), antes da sessão camarária. Olha só a conversa do prefeito onde ele diz "notícias para alguns veículos de comunicação mortos de fome". Quais seriam esses veículos e o significado de "mortos de fome"?

 

TOMOU DORIL

O vice-prefeito Antonio Ambrósio, o Tato (PMDB), que já estava sumido do Paço Municipal, desapareceu de vez, após os rolos da CPI da Carne Estragada e da avalanche de exonerações de cargos comissionados pelo prefeito Daniel Alonso (PSDB). EM TEMPO: com a guerra aberta pelo prefeito com os vereadores, o que remete à manobras de cassação de mandato, Tato já anda sendo mencionado em rodas políticas como futuro ocupante da cadeira do Executivo.

 

PLANO DE CARREIRA E EXONERAÇÃO

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Mauro Cirino, está mais preocupado com o Plano de Carreira da categoria. Após articular e conseguir a  anulação do Plano criado pela gestão passada e aprovado pela Câmara, o prefeito Daniel Alonso prometeu que apresentaria outro Plano até março do ano passado. Não cumpriu a promessa. No final do ano, após muitas pressões, nomeou uma comissão para estudar a formatação de um novo Plano de Carreira dos servidores. Na referida comissão, estava o coordenador do Trabalho, Carlos Rapini. Ocorre que ele também foi exonerado esta semana. "Se já estava difícil sair Plano de Carreira, agora mais ainda", comentou Cirino, que já está convocando a categoria para assembleia de discussão sobre reajuste salarial este ano.

 

QUE TIRO FOI ESSE?

 

A expressão mais usada nas redes sociais, para definir a atitude do prefeito Daniel Alonso, em relação as 32 exonerações em forma de retaliação aos vereadores, é: "tiro no pé". Alguns citam até "tiro de 12". 

 

TREVAS POR TODA A CIDADE

O presidente da Câmara Municipal, Wilson Damasceno (PSDB), que já vinha dando trombadas com o governo Daniel Alonso (PSDB), deu mais umas "carcadas" na sessão camarária passada. Reclamou dos atrasos e respostas vazias da Fazenda Pública a seus requerimentos. "Fiz dois encaminhamentos e não mandaram resposta. Desenhei, agora! OU será preciso uma CPI contra a Fazenda Pública? Esta casa precisa ser respeitada", esbravejou o tucano. Ele também desceu o pau na falta de iluminação pública. "Falam em trevas, mas em trevas está a cidade de Marília. Cadê os milhões arrecadados com a CPI (Contribuição de Iluminação Pública)? A cidade inteira está numa escuridão total", reclamou Damasceno, anunciando que "mudou o tom" com a administração.

 

A CORDA ARREBENTA PARA O LADO MAIS FRACO

Os vereadores João do Bar (PHS) e Evandro Galette (Podemos) foram pessoalmente até a Cozinha Piloto, nesta sexta-feira (16), um dia após votarem a favor da abertura da CPI da Carne Estragada e perderem uma penca de cargos comissionados, exonerados pelo prefeito em forma de retaliação. "Fomos na Cozinha Piloto conversar com os funcionários de lá e verificar a situação e a rotina do local. Fomos dar apoio aos funcionários, porque a corda não pode rebentar para o lado mais fraco nessa CPI", disse Galette ao JP.

 

"A ONÇA VAI AO RIO"

Sobre as exonerações de cargos comissionados, ele disse que "quem fez a cagada que corra atrás", referindo-se ao prefeito. "O prefeito me pediu umas indicações, porque ele não conhecia nada na área rural e eu indiquei alguns nomes. Mas os cargos são dele e ele exonera hora que quiser".

Sobre o relacionamento com a Câmara, o vereador resumiu: "A onça quando tá com sede vai ao rio. O rio é a Câmara. O que o prefeito vai fazer daqui pra frente? Como vai eleger o novo presidente da Câmara? Enfim, eu não sou cargo de comissão do prefeito, não aceito pressão e quem pariu o Jeca que o embale". 

 

"VEREADORES NO COCHO DO PREFEITO"

O deputado Camarinha (PSB) tem apontado em suas participações na Rádio 950, vereadores "que comem no cocho do prefeito". A vereadora professora Daniela D'Ávila (PR) reagiu sobre isso na sessão passada. "Quem vive no coxo é vaca e eu não sou vaca, sou pessoa", disse a vereadora, citando "a rádio do mal". 

 

 

 

 

 

 

 

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