CORREÇÃO: Nardi, Danilo e Maurício vão compor a CPI da Carne Estragada

February 20, 2018

A Câmara de Marília anunciou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (20) os nomes dos três vereadores que vão compor a CPI da Carne Estragada, aprovada em plenário na quinta-feira (15).

O autor do pedido, Luiz Nardi (PR), vai presidir a Comissão e os outros dois componentes serão o vereadores Danilo da Saúde (PR), membro e o vereador Maurício Roberto (PP) será o relator. ,

Os vereadores João do Bar (PHS) e Evandro Galette (Podermos) confirmaram terem sido contactados pelo presidente da Casa, Wilson Damasceno (PSDB) sobre a eventualidade de participarem da CPI.João do Bar chegou a confirmar suia presença na CPI ao JP. "O presidente me perguntou se eu participaria e eu disse: o senhor é quem manda", afirmou ele, que também poderá substituir Maurício, caso o mesmo venha a confirmar sua não participação na Comissão. 

As primeiras averiguações deram conta da falta de câmara fria adequada para o armazenamento dos alimentos. A CPI vai averiguar responsabilidades dos envolvidos nos prejuízos aos cofres públicos, estimados em cerca de R$ 150 mil. Além disso, houve risco à saúde das crianças das escolas municipais e entidades atendidas com distribuição de alimentos pela Cozinha Piloto.

"DEVE SER APURADO COM RIGOR", DIZ NARDI

"O objetivo da CPI é investigar e apurar responsabilidades no caso dos alimentos estragados na Cozinha Piloto. São mais de sete mil toneladas de carnes que estragaram! O fato do prefeito Daniel Alonso ter demitido a coordenadora da Cozinha Piloto e fechado o órgão, reforçaram os indícios das graves irregularidades e temos a obrigação de apurar isso", disse Nardi ao JP. 

Ele acrescentou que a CPI, que não tem autonomia para afastar ou cassar o prefeito, nem punir responsáveis. A Comissão vai apurar responsabilidades e eventuais falhas no sistema de armazenamento de alimentos da merenda escolar, pode indicar novas condutas e ações para se evitar a repetição de fatos como os que são objetos da CPI. 

"O principal de tudo é que trata-se de alimentos da merenda escolar, servida para mais de 25 mil crianças e isso é extremamente delicado. Deve ser apurado com rigor, pois até a Vigilância Sanitária foi acionado após o encontro dos alimentos estragados", disse o vereador.

Ao final dos trabalhos, o relatório da CPI, aprovado ou não pelo plenário, será enviado a órgãos de controle, como tribunais de contas e ministérios públicos, além de outros eventuais interessados. 

 

 

 

 

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