CPI da Carne Estragada reúne oposição ao prefeito Daniel Alonso, na Câmara. JP antecipou anúncio oficial

February 21, 2018

 

Relator da CPI, Maurício Roberto, o presidente da Câmara, Delegado Wilson Damasceno, o presidente da CPI, Luiz Eduardo Nardi, o terceiro membro, Danilo Bigeschi e o vereador Albuquerque, durante assinatura do ato de composição da CPI da carne estragada

 

Conforme antecipado com EXCLUSIVIDADE pelo JP, foi anunciado nesta terça-feira, 20, os nomes dos três vereadores que irão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar as responsabilidades no caso das 7,6 toneladas de carne, que apodreceram na Cozinha Piloto de Marília e que deveriam ser destinadas às escolas da rede municipal de ensino.

A CPI será presidida pelo vereador Luiz Eduardo Nardi (PR) que também foi o autor do pedido de abertura da comissão. O relator será o vereador Maurício Roberto (PP) e o terceiro membro será o vereador Danilo Bigeschi (PSB).

Os três, escolhidos pelo presidente da Casa, Wilson Damasceno, são opositores do prefeito Daniel Alonso (PSDB), que está em pé de guerra com a Câmara (vide exonerações de cargos comissionados de vereadores "infiéis") justamente por conta da aprovação desta CPI da carne estragada, na semana passada e da aprovação da proibição da terceirização de radares pela Emdurb. 

 

Damasceno explicou o critério adotado para a escolha dos membros da CPI.

“O principal critério foi respeitar quem, primeiro, teve a preocupação de investigar e esclarecer este caso da carne estragada. Por isso, nomeamos como presidente, o vereador Nardi. A relatoria ficou a cargo do vereador Maurício, pela sua ampla experiência em processos administrativos, dentro da corporação da Polícia Militar. Por fim, o caso envolve diretamente a área da saúde e ninguém melhor que o ex-secretário da área, Danilo Bigeschi, para também compor a CPI”.

Para o vereador Luiz Eduardo Nardi, a investigação não terá cunho político.

“Junto com os demais companheiros da CPI vamos traçar uma agenda de oitivas para tomarmos conhecimento de como as coisas aconteceram. A Casa é política, mas ela não pode ser partidária, neste instante. Por isso, vamos tratar esta investigação com total isenção”, disse.

Maurício Roberto destacou que esteve, junto com o vereador José Luiz Queiroz (PSDB), no dia seguinte ao ocorrido, na Cozinha Piloto.

“Como ninguém sabia exatamente a quantidade de carne estragada, fomos ao local para obter esta informação. O secretário Helter Bocchi (Educação) nos disse que, no dia anterior, foram encontradas 7,6 toneladas de carne, impróprias para o consumo, segundo a vigilância sanitária. O que percebemos é que a câmara fria não oferecia condições mínimas para suportar aquela quantidade de carne. Logicamente que a CPI irá apurar o real motivo que levou esta carne a se deteriorar”.

Para o terceiro membro da CPI, Danilo Bigeschi, a população precisa ter uma resposta sobre o que houve com a carne da merenda.

“Um fato gravíssimo e de risco à saúde pública e a Câmara Municipal não vai se furtar a apurar e investigar e colaborar com estas investigações, para que isso seja esclarecido o mais rápido possível. Iremos avaliar desde quando isso vem acontecendo e de que forma isso pode ser modificado para que não volte a acontecer. A população precisa de uma resposta sobre o que houve e quais providências foram adotadas”, finalizou.

A CPI da carne estragada terá o prazo de 120 dias para ser concluída, podendo ser prorrogado por mais 90 dias, se necessário.

 

 

 

 

 

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