Professora se revolta com questionamentos do SAMU querendo saber "se a vítima era morador de rua". Atendente passou o chamado para o Resgate dos Bombeiros

April 7, 2018

A professora Joana da Silva, entrou em contato com o JP nesta sexta-feira (6) e relatou sua indignação com o SAMU em Marília. Ela disse que por volta das 22h40 da quinta-feira (5), presenciou um rapaz agredindo um homem com chutes na cabeça, na Rua Inconfidência, entre as Avenidas Pedro de Toledo e Nelson Spielmann.

Estava acompanha de seu namorado. Primeiro, foi ele que ligou no SAMU e comunicou o fato. "Aí, ficaram perguntando para ele o nome do home agredido e se ele era morador de rua", disse a professora. Ela afirmou que outras pessoas também ligaram e as perguntas do atendente do SAMU se repetiam, com ênfase "se era morador de rua?".

Joana disse que, já indignada com o fato, ligou novamente para o SAMU, já por volta das 23h20. "O atendente continuou perguntando o nome da vítima e se era morador de rua. Eu disse que o homem  estava muito ferido, ensanguentado e não conseguia falar nada, nem o nome dele", relatou.

A professora disse que "depois de muito tempo com perguntas", o atendente do SAMU disse que iria solicitar ao Resgate do Corpo de Bombeiros que atendesse o chamado.

"O que me deixou mais indignada e revoltada, foi o atendente insistir em saber se a vítima era morador de rua. O homem estava praticamente inconsciente, levou chutes na cabeça e precisava de ajuda. Era um ser humano que estava ali, não interessava se era morador de rua ou não, como insistia em perguntar o SAMU", disse Joana. Ela ressaltou que as únicas palavras proferidas pela vítima foram "!mochila, mochila", dando a entender que poderia ter sido vitima de um roubo.

O serviço de comunicação social do Corpo de Bombeiros confirmou ao JP que uma equipe do Resgate atendeu a referida ocorrência, por volta das 23h30, após solicitação do SAMU. 

O JP tentou contato com a coordenação do SAMU na tarde desta sexta-feira. Várias ligações foram transferidas pelo atendente (telefone fixo) para o ramal das duas coordenadoras do Serviço, mas as transferências para ramal sempre chamaram até cair as ligações. 

A vítima foi encaminhada pelo Resgate ao Hospital das Clínicas de Marília. 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

WHATSAPP DO JORNAL DO POVO PARA ENVIO DE SUGESTÕES, FOTOS OU VÍDEOS
99797-5612 
99797-3003
Siga "JP POVO"
  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Google+ Basic Black