CADÁVER INSEPULTO: Prédio da CMN vira castelo mal-assombrado. Nem a dona consegue cumprir a ordem de despejo

May 19, 2018

 O que um dia já foi considerado um império de comunicação em Marília, hoje é o espectro de um castelo mal-assombrado em pleno centro da cidade. Enquanto seguem as demandas pelos tribunais de Justiça e as intrigas e litigâncias mal-resolvidas que reúne uma casta de personagens nada recomendáveis, a dona do prédio número 55 da Rua Coronel Galdino de Almeida (onde segundo historiadores já foi um cemitério indígena), tenta ao menos retomar a posse do imóvel.

Após a lacração do prédio pela Polícia Federal (a mando da Justiça) em 24 de janeiro de 2017, o local foi se deteriorando. Atualmente, as poucas pessoas autorizadas a entrar lá se deparam logo na portaria com um amontoado de correspondências vencidas e empoeiradas, em meio à contas de água e luz nas mesmas circunstâncias.

Mesmo quando em funcionamento, era comum a circulação de ratazanas (animais, mesmo!) lá dentro, oriundas também de prédios vizinhos que estavam abandonados (já demolidos).

O mal-cheiro é a "essência" de um cenário de abandono e assustador. Um ambiente carregado, pesado, pela forma como chegou ao fim. Aliás, ninguém (leia-se proprietários e "cia") saiu feliz daquele prédio. 

O empresário Juan Arquer Rúbio (que deixou o prédio como herança) se deu mal. Passou a bomba para o maquiavélico Cardoso (Carlos Francisco) e saudoso Antonio Marangão.

Cardoso saiu com a pecha de traidor dos "dois lados" que representava (Camarinha e Zé Ursílio). Entre os rolos que carrega nas costas (apesar da via nababesca que levou enquanto esteve lá) se lascou como fiador do aluguel do prédio que ora é alvo e uma ação de cobrança cumulada com despejo, que tramita pela 5ª Vara Cível do Fórum de Marília. Ele e a esposa figuram como fiadores e executados do débito, de cerca de R$ 200 mil. Nos autos, consta até a Casa Sol (do prefeito Daniel Alonso), como terceiro interessado. 

Marangão saiu "atirando", quase que literalmente com a 380 que costumava carregar em uma maleta preta. Zé Ursílio, que posava de "dono", também de lascou! Levou um balão do Cardoso, foi enxotado pra fora da empresa com um pé no traseiro, saiu feito barata tonta, perdeu dinheiro, perdeu bens e carrega uma lista de processos em andamento, enquanto cumpre prisão domiciliar. 

A última "sucessora", Sandra Mara Norbiato, é o mais recente exemplo do lastro de fiascos e prejuízos daqueles que um dia foram "executivos" do Jornal Diário e das Rádios Dirceu AM e Diário FM, que formavam a tal CMN (Central Marília Notícias), criada no início da década de 90 por Arquer Rúbio. Uma espécie da poderosa CNN americana.

Sandra, que poucas vezes pisou naquele prédio, não recebeu o que prometeram, caiu nas garras da Federal e se viu obrigada a fazer uma delação premiada para amenizar o chicote em seu lombo.

Paralelo a tudo isso, dezenas de funcionários ficaram do dia para a noite no olho da rua, sem receber seus salários e direitos trabalhistas. 

Enfim, o que restou de tudo isso (sem contar o incêndio, atentados e etc.) é o que certamente, em breve, vai virar entulho. 

Um desfecho que a Justiça já deixou nas mãos da proprietária, ao lhe conceder a imissão de posse do prédio e sua desocupação, inclusive com arrombamento e reforço policial, se necessários. Veja o despacho:

"Ante o exposto, expeça-se mandado de constatação, devendo o Oficial de Justiça certificar se o imóvel objeto da lide se encontra livre e desimpedido de pessoas.Estando livre de pessoas, proceda a imissão na posse da autora, lavrando-se o respectivo auto e cuidando a requerente de fornecer os meios necessários ao cumprimento da medida, salientando que eventuais bens existentes no imóvel deverão ficar sob a guarda e responsabilidade da locadora, nomeando-a depositária.Poderá a autora, às suas expensas, providenciar a entrega dos eventuais bens aos requeridos. Defiro desde já ordem de arrombamento e reforço policial, devendo o Oficial de Justiça observar o artigo 212, § 1º e 2º, do CPC, se necessários".

A dona do prédio ainda terá que, conforme decisão judicial, providenciar a retirada de sucatas, móveis, equipamentos e maquinários do prédio (como uma imensa impressora Alemã que, removida, também vai virar sucata), caixas e mais caixas de equipamentos de estúdios de rádios. Ela ficará como fiel depositária de todo esse trambolho. 

Tá difícil enterrar esse cadáver!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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