Motoboys fazem passeata e buzinaço pela cidade e seguem para a Rodovia do Contorno, em apoio aos caminhoneiros. Governo anuncia fiem da greve

May 24, 2018

 Motoboys de Marília fazem passeata pela cidade em apoio à greve dos caminhoneiros. Eles percorreram algumas ruas e seguiram com buzinaço para a Rodovia do Contorno (SP-333) no sentido ao Posto Gigantão, onde há filas de caminhões parados. 

PROPOSTA E ACORDO

No inicio da noite desta sexta-feira, o governo anunciou que as reivindicações dos caminheiros foram atendidas e "amanhã (sexta-feira a situação voltará ao normal porque os caminhoneiros também querem voltar a trabalhar". Ministros garantiram que a proposta de acordo foi aceita por representantes da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Outras entidades do setor não assinaram o documento.

O próprio presidente Michel Temer anunciou "o fim do movimento" em discurso nas solenidades do Dia da Indústria, em Minas Gerais, por volta das 21h40 de hoje.

Até a tarde, na segunda reunião com representantes de onze categorias de caminhoneiros, o governo buscou um acordo, mas nem todos os presentes aceitaram a proposta. O representante da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, negou o acordo proposto pelo governo de suspender a paralisação por um período entre 15 dias a um mês enquanto o governo continua trabalhando para reduzir o preço do diesel.  

Lopes disse que outros líderes da categoria se mostraram receptivos à proposta de suspender a paralisação, mas ele se recusou e deixou o local antes do fim da reunião. A Abcam representa 700 mil caminhoneiros, com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que só haverá acordo quando problema dos impostos do diesel for resolvido (Valter Campanato/Agência Brasil)

“Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram e estão sendo atendidos, que acho ser coisa secundária, e disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, disse Lopes. Ele disse ainda que não fala em suspender a paralisação enquanto o Senado não aprovar a isenção do PIS/Cofins, projeto aprovado ontem pela Câmara .

Motoristas individuais

Enquanto a reunião se desenrolava no 4º andar do Palácio do Planalto, o representante dos motoristas individuais do Centro-Oeste, Wallace Landim, disse que sua categoria não está representada na reunião e que nenhuma decisão acatada na reunião será seguida por eles. Ele tem uma posição similar à do representante da Abcam e disse que enquanto o fim dos impostos sobre o diesel não estiver confirmado, a paralisação continuará.

“Não somos representados [pelas associações que estão na reunião]. Somos caminhoneiros individuais. Se a gente não estiver participando, não vai ter nenhum resultado. Pode sair de lá e falar que acabou a paralisação, que não adianta. A gente só libera a rodovia quando sair no Diário Oficial. Não estamos pedindo esmola, estamos pedindo o nosso direito”.

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