Mãe de moça portadora de câncer, que teve que fazer vaquinha para comprar vacinas, faz duras críticas e desabafo em vídeo

June 11, 2018

 

A faxineira Maria Aparecida de Lima, mãe de Rafaela, de 32 anos, portadora de câncer no útero e que teve que fazer vaquinha entre familiares e amigos para comprar vacinas de HPV, após ter os pedidos recusados pela secretaria municipal da Saúde, gravou um vídeo emocionado, onde faz um desabafo contra o que chamou de "descaso e humilhação" que passou.

O foco dela foi a secretária municipal da Saúde, Kátia Santana e o vereador Marcos Rezende, líder do prefeito Daniel Alonso na Câmara Municipal.

"Só queria mandar um recadinho para vocês, que essa campanha surgiu foi para alertar muita gente que o amor pelo próximo".

O CASO

A faxineira relatou que em janeiro do ano passado, a médica que cuida da filha dela recomendou que a mesma tomasse as vacinas de HPV, para evitar que o câncer no útero (extraído através de uma cirurgia alguns meses antes) voltasse. O órgão ficaria mais imune com as vacinas.

Em posse da recomendação médica, Maria Aparecida procurou pela secretaria municipal da Saúde, para obter as vacinas. Seriam necessárias três doses.
Mas, segundo ela, funcionários da secretaria informaram que as vacinas só poderiam ser disponibilizadas em campanha para garotas de 9 a 16 anos de idade e na forma de prevenção, não de cura. Mesmo com pedido protocolado através de uma carta da médica recomendando as aplicações das vacina com urgência, os vários pedidos da família da paciente não foi atendido.

Apesar da ausência de diagnóstico apontando a falta das vacinas como causa, Rafaela foi novamente acometida pelo câncer de útero. Desta forma, a médica teria recomendado nova cirurgia, para a retirada completa do órgão e insistiu na ministração das vacinas de HPV.

Foi então que a família decidiu fazer uma vacina entre amigos e conseguiu arrecadar dinheiro para que a moça tomasse as vacinas. Cada dose custa cerca de R$ 500. 

Uma clínica de vacinas particular da cidade concedeu descontos e cada dose saiu por cerca de R$ 300. Rafaela já tomou a primeira dose e aguarda os prazos para tomar as outras. 

Maria Aparecida deve comparecer na sessão da Câmara Municipal, desta segunda-feira (11) para relatar aos vereadores o seu e outros casos semelhantes que ela tem conhecimento. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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