Procurador Dallagnol, da Lava Jato, dará palestra na Unimar, hoje, sobre eleições e corrupção. "Operação trouxe esperança na luta contra a corrupção"

June 21, 2018

Eleições e corrupção. Esses serão os temas da palestra gratuita que o procurador da República, Detan Dallagnol, dará no anfiteatro da Unimar, nesta quinta-feira (21), às 19h30. Os convites para o evento já foram esgotados. 

Dallagnol notabilizou-se como um dos organizadores de campanhas em nível nacional sobre o combate à corrupção, como a famosa “Dez medidas contra a corrupção”.

Este mês, deverá ser lançada uma nova campanha nesse sentido, em parceria com entidades como a Transparência Internacional e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), focando em cerca de 70 propostas em diversos segmentos onde há explícitas práticas corrupção. 

Esta nova etapa de campanha de conscientização deverá englobar também propostas de alterações nas nomeações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos Tribunais de Contas da União e dos Estados, órgãos onde os cargos são preenchidos por indicações e aprovações políticas dos governantes e dos parlamentos. 

 

PERFIL E ATUAÇÃO NA FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO

 

Deltan Martinazzo Dallagnol (Pato Branco, PR, 29 de janeiro de 1980) é um jurista brasileiro. É procurador da República desde 2003 e ganhou notoriedade por integrar e coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato que investiga crimes de corrupção na Petrobras  e em outras estatais.

Deltan Dallagnol

 

PRÊMIOS

  • Global Investigations Review 2015

  • Prêmio República, hors concours 2016

  • Prêmio Ajufe 2016

É filho do procurador de justiça Agenor Dallagnol. Protestante da igreja Batista,[ é formado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em direito por Harvard.

É procurador concursado do MPF, iniciando a carreira no Tribunal de Contas da União em 2003, quando entrou amparado por liminar conseguida por seu pai, posto que ainda não havia completado dois anos de conclusão do curso de Direito.

É especialista em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro,com atuações em casos grandes como Banestado e atualmente coordena e integra a força-tarefa da Operação Lava Jato.

LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

De acordo com o procurador, a Operação Lava Jato trouxe esperança na luta contra corrupção mas que considera difícil punir corruptos no Brasil sendo preciso mudar a legislação para garantir que os criminosos que cometam esse tipo de crime “permaneçam por mais tempo na cadeia e devolvam o dinheiro desviado da saúde, segurança e educação”. Teve um trabalho essencial para em março de 2016 superar 2 milhões de assinaturas do projeto "Dez medidas contra corrupção" apoiado pelo Ministério Público Federal.

Em 2016 se posicionou contrário a emenda para incluir anistia ao caixa 2 nas 10 medidas contra corrupção. Segundo Dallagnol, a proposta de anistiar o caixa dois, discutida na Câmara dos Deputados, representaria também a anistia à corrupção e à lavagem de dinheiro. A declaração foi feita no dia 28 de novembro de 2016, em debate na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Zona Sul do Rio. "A proposta que se fez de anistia não é uma proposta de anistia a caixa dois. É uma proposta de anistia a crimes relacionados ao caixa dois, redigida de modo tal a permitir anistia - na verdade o que se quer - é garantir anistia da corrupção e lavagem dinheiro, inclusive praticados na Lava-Jato", disse o procurador".

Em novembro de 2015, o procurador Deltan Dallagnol afirmou que a Operação Lava Jato quebrou todos os recordes de devolução de recursos para o país, recuperando 2,4 bilhões de reais. Antes da Lava Jato, tudo que foi recuperado no país e entrou nos cofres públicos, em todos os outros casos de corrupção juntos, somam menos de R$ 45 milhões. Em março de 2016, o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot trouxe os números atualizados e afirmou que a Lava Jato já teria recuperado mais de quatro bilhões de reais. 

RECORDE MUNDIAL

Em 21 de dezembro de 2016 Deltan Dallagnol divulgou em suas redes sociais mensagem sobre o bilionário acordo de leniência com a Odebrecht e a Braskem. Em sua conta no Facebook disse que "é possível um Brasil diferente e a hora é agora".

A Odebrecht pagará multa de 3,82 bilhões de reais às autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça. A empreiteira informou que o valor será pago ao longo de 23 anos e a soma das parcelas será reajustada de acordo com a taxa SELIC. A Braskem pagará 3,1 bilhões de reais em parcelas anuais reajustadas pela variação do IPCA. Dos quase 6,9 bilhões de reais, o Brasil ficará com 2,3 bilhões de reais da Braskem e 3 bilhões de reais da Odebrecht, somando 5,3 bilhões de reais. É o maior ressarcimento da história mundial, de acordo com o próprio procurador.

“Se você acha que o Brasil não tem jeito e veste a camisa do complexo de vira-lata, esta mensagem é para você. É possível um Brasil diferente, e a hora é agora. A Lava Jato está fazendo a sua parte.

”“Não só o maior caso de corrupção internacional no mundo foi descoberto pelas autoridades brasileiras, mas também foi alcançado o maior ressarcimento na história mundial em acordos dessa espécie.”

 

 

 
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