Escritório político de Ihoshi, que nunca abre, amanheceu pichado. Única movimentação lá, nos últimos anos, foi protesto de trabalhadores contra o deputado

August 6, 2018

 

 

O escritório de fachada do suplente que virou deputado, Walter Ihoshi (PSD), que passou os últimos anos fechado sem atender ninguém, amanheceu pichado nesta segunda-feira (6). Escreveram "Camarinha" em letras garrafais. O ato de vandalismo foi o primeiro indício de a campanha eleitoral deste ano, em Marília, será disputada pau a pau. 

Ihoshi, que se diz "de Marília", nunca residiu aqui e não tem sequer parentes na cidade. Nas poucas vezes que passa por aqui, ele fica hospedado em hotéis de luxo, com verbas públicas, ou seja, o povo paga tudo. 

DEPUTADO VOTOU A FAVOR DE PROJETO QUE AUMENTOU O DESEMPREGO

E PREJUDICOU MILHÕES DE TRABALHADORES

A única movimentação no escritório político de Ihoshi foi no ano passado, quando trabalhadores e sindicalistas de Marília e cidades da região fizeram um grande protesto em frente o local (que permaneceu fechado), contra o fato do deputado ter votado a favor da famigerada reforma trabalhista do governo de Michel Temer, que acabou com direitos sociais, aumentou o desemprego e prejudicou milhões de trabalhadores em todo o Brasil. 

QUEBRA-QUEBRA

Em campanhas anteriores (para deputados) houve avalanche de quebras de placas e painéis de propagandas de candidatos. Este ano, placas, cavaletes e painéis estão proibidos, sendo permitido apenas paineis veiculadas nas fachadas dos comitês eleitorais de candidatos ou coligações, com limite não superior a 4m2. 2.

A justaposição de placas ou faixas de propaganda eleitoral de candidatos diferentes não pode ultrapassar a dimensão de 4m2, por gerar efeito visual único, equivalente de outdoor.

AS REGRAS E MULTAS

Veja o que pode e o que não pode ser feito pelos candidatos em termos de propaganda eleitoral, este ano, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

O desrespeito às regras podem gerar multas de R$ 2 mil a R$ 50 mil para os candidatos. Os valores de R$ 15 mil a R$ 50 mil referem-se ao candidato que "contratar pessoas para ofender a honra ou a imagem de candidato, partido ou coligação". Além da multa, está prevista detenção de 2 a 4 anos para o candidato e para a pessoa contratada.

 

O que pode na propaganda eleitoral

  • propaganda em adesivo em carros, bicicletas e janelas, desde que não ultrapasse o tamanho de 0,5 m² (deve ser espontânea e gratuita);

  • uso de bandeiras em vias públicas, desde que sejam móveis e que não prejudiquem o trânsito de pessoas e veículos;

  • colocação de mesas para distribuição de material de campanha (entre as 6 horas e as 22 horas);

  • propaganda em blogs, redes sociais ou site de candidato, partido ou coligação hospedado em provedor no Brasil, com endereço informado à Justiça Eleitoral;

  • propaganda via mensagem eletrônica, desde que o destinatário possa se descadastrar no prazo máximo de 48 horas;

  • distribuição de folhetos, adesivos (tamanho máximo de 50 cm x 40 cm) e outros materiais impressos, de responsabilidade do candidato, partido ou coligação;

  • pagamento de até 10 anúncios em jornais ou revistas, em datas diferentes, em até ⅛ de página de jornal e ¼ de página de revista, constando o valor pago (até dois dias antes das eleições);

  • colagem de propaganda em veículos, desde que sejam microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro ou no tamanho máximo de 50 cm x 40 cm;

  • circulação de carros de som e minitrios e uso de alto-falantes ou amplificadores de som (entre as 8 horas e as 22 horas), em uma distância maior que 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, Tribunais, dos quartéis militares, hospitais, casas de saúde, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (quando estiverem em funcionamento);

  • realização de comícios com uso de aparelhos de som entre as 8 horas e as 24 horas, com exceção do comício de encerramento de campanha, que pode ser prorrogado por mais 2 horas;

  • manifestação discreta e silenciosa do eleitor no dia das eleições (bandeiras, adesivos e broches).

     

     

     

     

     

     

     

     

     

O que não pode na propaganda eleitoral

  • propaganda política paga em televisão, rádio e internet;

  • propaganda através de outdoors, inclusive eletrônicos;

  • afixar propaganda qualquer tipo de propaganda eleitoral em postes, sinais de trânsito, paradas de ônibus, viadutos, jardins, árvores, muros, tapumes, cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, bancas de revista (mesmo que sejam propriedade privada);

  • uso de alto-falantes, amplificadores de som e realização comício ou carreata no dia da votação;

  • uso de trios elétricos (permitido apenas em comícios);

  • fazer boca de urna e divulgar propaganda política no dia das eleições;

  • propaganda de qualquer tipo em veículos que prestam serviços públicos, como ônibus de transporte coletivo e metrô;

  • realização de showmícios ou evento com a apresentação de artistas (pagos ou não) com o objetivo de animar o comício ou a reunião eleitoral e promover candidatos;

  • distribuição de panfletos com propaganda eleitoral em escolas públicas;

  • propaganda de candidato ou pedido de votos por telemarketing;

  • confecção, uso e distribuição de brindes como camisetas, chaveiros, canetas, bonés, cestas básicas ou outros bens e materiais que possam dar alguma vantagem ao eleitor;

  • publicação de propaganda em sites de pessoas jurídicas, empresas ou órgão públicos;

  • atribuir indevidamente a propaganda eleitoral na internet a outras pessoas, inclusive candidato, partido ou coligação;

  • venda de cadastro de endereços eletrônicos;

  • contratação de pessoas para ofender a imagem ou a honra de candidato, partido ou coligação;

  • usar na propaganda símbolos, frases ou imagens que sejam parecidas com as usadas por órgão de governo;

  • espalhar santinhos em vias públicas próximas aos locais de votação na madrugada do dia da eleição.

Qual a multa para quem desrespeitar a lei?

O candidato, partido ou comitê que veicular propaganda eleitoral nos bens públicos ou de uso comum pode ser punido com o pagamento de multa no valor de R$ 2.000,00 a R$ 8.000,00.

Quem usar outdoors receberá uma notificação direcionada aos partidos, coligações, candidatos e à empresa responsável para retirar a propaganda irregular. Neste caso o valor da multa é de R$5.000,00 a R$15.000,00.

O uso de símbolos, frases ou imagens semelhantes aos dos órgãos de governo é crime com pena de detenção de seis meses a um ano, com a possibilidade de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa no valor de R$ 10.641,00 a R$ 60.046,00. O valor da multa depende do estado que ocorra a infração e do índice fiscal de referência utilizado.

Irregularidades nos anúncios pagos em jornais ou revistas estão sujeitas ao pagamento de multa do valor de R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00 ou o valor equivalente ao valor pago pela pelo anúncio (se este valor for maior).

Quem contratar pessoas para ofender a honra ou a imagem de candidato, partido ou coligação pode ser punido com detenção de 2 a 4 anos e multa de R$ 15.000,00 a R$ 50.000,00. As pessoas contratadas também estão sujeitas a detenção de 6 meses a 1 ano, com a possibilidade de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa do valor de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00.

Quem veicular propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, empresas e órgão públicos poderá pagar multa do valor de R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00. O mesmo vale para o candidato que se beneficiar com a propaganda.

Quem fizer propaganda eleitoral na internet atribuindo a autoria a outras pessoas ou vender e comprar cadastros de endereços eletrônicos também estará sujeito ao pagamento de multa entre R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00.

 

 

 

 

 

 

 

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