Pesquisa da Exame aponta Marília entre as cidades "que dão show em Educação". Estrutura modelo começou na gestão Camarinha

August 6, 2018

 

Marília aparece em pesquisa da Revista Exame (Editora Abril - Índice Firjan) entre as 11 cidades do Estado "que dão um show em Educação". Os levantamentos são referentes a 2016. Todas as cidades que ficaram à frente de Marília, têm população bem menor, como Aspásia (cerca de 2 mil habitantes), Taguaí (cerca de 13 mil habitantes), Birigui (120 mil habitantes), Santa Fé do Sul (30 mil habitantes) e outras. Marília é a única da lista com mais de 200 mil habitantes, ou seja, requer uma estrutura bem maior e mais custos para investimentos e manutenção.

No Oeste Paulista, apenas Marília figurou no ranking de qualidade da Educação.

REDE MODELO PARA O BRASIL

 

 

Entrega da Emei Balão Mágico, na primeira gestão de Camarinha (83/88) e na Emef Nelson Gabaldi,

na segunda gestão (97/2000)

 

Foi a partir da década de 80 que Marília iniciou a expansão na Rede Municipal de Educação, com mais investimentos na estrutura e qualidade de ensino, além da capacitação de professores. 

Na primeira gestão do prefeito Abelardo Camarinha (83/88), foram construídas 18 Emeis/Creches e criadas as formaturas coletivas das Emeis, no Estádio Municipal.

A expansão continuou nas gestões dele entre 1997 e 2004, com a municipalização da Educação e a construção e ampliação de novas Emeis/Creches e construção de berçários e 13 novas Emefs (Ensino Fundamental).

 

 

 Crianças recebidas no gabinete e o prefeito Camarinha nas escolas, entregando uniformes e kits escolares, além de melhorias nas Emeis e Emefs

 

Nas três gestões de Camarinha, Marília ganhou todos os prêmios em Educação, como o Título Cidade Amiga da Criança (Unicef), Instituto Ayrton Senna, Fundação Branco do Brasil, MEC e outros. 

Eficiência que contribuiu decisivamente para Marília alcançar o primeiro lugar em desenvolvimento no Estado (pesquisa USP) e 84,4% de aprovação do governo Camarinha, na época (Pesquisa Isto É), além do Prêmio de Melhor Gestor (Sebrae).

Esses investimentos da base da Educação consolidaram Marília como referência nacional de qualidade na área. Além das Emeis e Emefs, ainda houve parcerias da Prefeitura que fortaleceram entidades como o Educandário Bento de Abreu, a Apae e outras.

Camarinha também construiu nove Casas do Pequeno Cidadão, que funcionaram como aporte, abrigando e formando milhares de crianças e adolescentes no contraturno escolar.

 

 Formaturas das Emeis no Estádio Municipal, iniciadas na gestão Camarinha em 1984 (foto à esquerda)

 

 

                     Prefeito Camarinha recebendo o carinho de crianças e pais de alunos das Emeis

 

 

A PESQUISA DA EXAME

São Paulo – Das 5,5 mil cidades brasileiras, onze têm algo em comum: excelentes indicadores em educação.

O resultado é do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que analisou o desempenho dos municípios, em 2016, em indicadores como atendimento à educação infantil, percentual de docentes com ensino superior no ensino fundamental (EF), taxa de distorção idade-série e posição dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A nota varia de 0 pontos a 1: quanto maior o número, melhor é o desempenho da cidade.

Com nota máxima no setor, dividem o pódio 11 municípios paulistas: Marília, Taguaí, Gabriel Monteiro, Birigui, Santa Fé do Sul, Sebastianópolis do Sul, Fartura, Junqueirópolis, Aspásia, Santa Salete e Nova Guataporanga.

Apesar do resultado exemplar no levantamento, é importante ressaltar que apenas duas entre as melhores têm mais de cem mil habitantes – Marília, com 235,2 mil, e Birigui, com 120,6 mil moradores. As nove restantes têm entre 1,5 mil e 31 mil habitantes.

Já a nota média do Brasil no índice de 2016 foi de 0,7689, uma leve evolução de 0,6% em relação ao ano anterior – ainda assim, o resultado cravou o pior crescimento em dez anos.

Além disso, os indicadores de educação mostram que o país está longe de atingir as metas definidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Uma das metas do Ministério para nortear o planejamento do setor, por exemplo, era universalizar a educação infantil na pré-escola até 2016. No entanto, o país alcançou apenas 80,4% no atendimento.

Na avaliação da FIRJAN, apesar de a crise econômica ter impactado nos indicadores, a falta de recursos não foi um problema. “A principal barreira para o desenvolvimento dos municípios é a gestão mais eficiente dos recursos. Sem dúvidas, essas são questões a serem enfrentadas pelos próximos governantes que serão eleitos em 2018”, destaca o relatório. Veja também: Atlas da Violência mostra relação entre crimes e baixo desenvolvimento 

 

Confira a pesquisa CLIQUE AQUI

 

 

 

 

 

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