Rapaz relata ao JP agressão sofrida com golpes de facão, durante tentativa de latrocínio contra ele

August 8, 2018

                          Rapaz enviou ao JP foto da mão dele com sequelas dos golpes de facão

 

No dia 23 de novembro do ano passado, o JP publicou uma matéria com o seguinte teor:

 

Um rapaz foi conduzido pela Polícia Militar à CPJ na manhã desta quinta-feira, acusado de desferir facadas em outro homem. Ele está sendo autuado em flagrante por tentativa de homicídio. Neste caso, o estudante Kelvyn Israel Ribeiro Teixeira, 21 anos, foi atingido com golpes de facão.

O rapaz, que teve a mão e a cabeça atingidos de raspão, disse que o ataque foi por volta das 5h30, mas mostrou contradições sobre o local do fato, se lembrando apenas que um rapaz magro, branco, barba rala e usando camisa do Corinthians, o atingiu por trás.

O estudante foi socorrido à UPA, depois passou pela H.C. Disse que desconhece o autor e os motivos da agressão.

 

VERSÃO DA VÍTIMA

 

Nesta quarta-feira (8), o autônomo Kelvyn Israel Ribeiro Teixeira, entrou em contato com a editoria do JP para explicar a sua versão dos fatos, a qual ele disse ter narrado aos policiais no Hospital das Clínicas, mas não constou no Boletim de Ocorrência.

"A questão é que do jeito que foi escrito o texto, ficou parecendo que eu procurei,de alguma forma, passar pelo ocorrido. O que está escrito no boletim de ocorrência não foi tudo o que disse aos policiais que me ouviram no hospital...", explicou ele, em mensagem encaminhada via Whatsapp ao JP. No áudio, ele explicou:
 

"Na manhã de quinta-feira, 23 de novembro, eu sai para trabalhar. Fui pegar o ônibus na rodoviária velha para ir pra Garça buscar vassouras. Subindo a rua do Cacam, passando em frente uma casa, tinha uma bicicleta parada, em frente essa casa, com o portão aberto. 

Eu continuei subindo, nem dei atenção. Cerca de 30 ou 40 metros depois, eu ouvi alguém me gritando. Também não dei atenção e continuei subindo. Ele foi chegando mais perto.

Quando eu me dei conta ele já estava coisa de cinco metros de mim. Aí, eu parei e olhei: esse infeliz chegou em mim e perguntou: "o que você roubou, o que você roubou?".

Eu respondi: "eu não roubei nada". Ele continuou: "vai dar o que você roubou, você é louco de vir roubar na quebrada?". Respondi mais uma vez: "eu não roubei nada!"

Foi no momento que eu percebi que ele estava com um facão escondido atrás do braço. Aí, eu saí correndo e ele veio atrás. Conseguiu me alcançar num certo ponto. Não sei se foi aí que ele me atingiu, mas eu consegui me desvencilhar dele, corri de novo, ele me alcançou novamente e foi quando eu entreguei uma bolsinha pequena que estava com o meu celular.

Aí, ele correu para um lado e eu corri para outro e voltei para casa. Basicamente é isso! Só para constar: ele não está preso, está procurado. Bom, é isso!

 

 

Link da matéria publicada no dia 23 de novembro de 2017 - CLIQUE AQUI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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