Mais uma mulher grávida é flagrada tentando entrar com drogas em penitenciária. STF decidiu que gestantes cumpram prisão domiciliar

November 25, 2018

                         Modelo de scanner corporal usado para revistas em penitenciárias

 

Pelo quarto final de semana domingo consecutivo, houve prisão de mulher tentando entrar com drogas em penitenciárias de Marília e da região. Na manhã deste sábado (24), agentes da Penitenciária de Álvaro de Carvalho, usando um potente aparelho de scanner corporal, descobriram que C.P.N, de 30 anos, residente na Zona Oeste de Marília, estava tentando adentrar a unidade levando drogas.

Porção de maconha estava escondida em um top que ela usava. A acusada disse que recebeu a roupa de uma outra mulher, fora da Penitenciária e ganharia dinheiro para entrar com a mesma na Penitenciária. Ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à CPJ, em Marília, onde permaneceu presa e aguarda audiência de custódia no Fórum. Em caso de condenação, a pena varia de 3 a 15 anos de prisão. 

Durante os procedimentos em Álvaro de Carvalho, a acusada disse estar sentindo dores devido à gestação e foi encaminhada à UPA de Garça.

OUTRA GRÁVIDA PRESA

No domingo passado (18) , uma mulher de 27 anos, residente em Oriente, foi presa em flagrante , quando tentava entrar com drogas na Penitenciária de Marília. Por volta das 10h, o scanner da portaria do estabelecimento prisional constatou que a moça tinha um volume anormal na cintura.

Questionada, ela de pronto confessou que levava drogas no cós da calça e entregaria a um presidiário, em pagamento de dívida. Ela carregava 6 porções de maconha e duas de cocaína. Foi autuada em flagrante por tráfico e encaminhada à CPJ, onde informou que está grávida. 

LIBERADAS PELO STF

Em julho passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que mulheres presas (ainda não condenadas) por tráfico de drogas, que estejam grávidas ou tenham filhos até doze anos, devem cumprir prisão domiciliar. 

O ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, no mês passado, prisão domiciliar a mulheres presas pelo crime de tráfico de drogas que estiverem grávidas ou forem mães de crianças de até 12 anos.

A decisão judicial foi tomada tendo como base o entendimento da Segunda Turma do STF, que assegurou a prisão domiciliar para as gestantes que fossem presas provisórias e sem condenação.

A medida de Lewandowski também beneficia as mães que tiverem sido condenadas nos tribunais de segunda instância, mas com possibilidade de recorrer – portanto, sem condenação definitiva.

O ministro citou dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que apontaram que, atualmente, existem 14.750 detentas em situação de receber o benefício nas penitenciárias espalhadas pelo Brasil.

VÁRIOS CASOS

A deste sábado, foi a quarta prisão de mulher tentando entrar com drogas na Penitenciária de Marília, em três domingos consecutivos. Numa das prisões, uma moça de 19 anos, residente em Rincão (região de Araraquara), foi presa em flagrante na manhã deste domingo (28), após tentar entrar com drogas na Penitenciária de Marília.

Ao passar pela máquina Scanner, que faz a revista de familiares de presos, foi detectado um volume no corpo dela. Na presença de agentes femininas, a moça confessou que carregava um invólucro com 195 gramas de maconha escondido na vagina e retirou a droga. Disse que leva a droga espontaneamente para seu companheiro, que cumpre pena na referida unidade prisional. Recebeu voz de prisão, foi encaminhada à CPJ e autuada por tráfico. 

DROGAS ATÉ EM CARNE DE PANELA, AQUI NA REGIÃO!

Em setembro, outra mulher foi surpreendida ao tentar entrar com drogas na Penitenciária Valentim Alves da Silva, em Álvaro de Carvalho. Agentes de segurança encontraram maconha em pedaços de carne de panela levados pela mãe do sentenciado.

O alimento recheado com a droga estava dentro de um compartimento e foi flagrado pelos agentes no momento da revista nos pertences da mulher. A Polícia Militar foi acionada para lavrar boletim de ocorrência.

Foi instaurado procedimento disciplinar para apurar a cumplicidade do preso que receberia o entorpecente. Segundo a SAP, as pessoas flagradas tentando entrar em presídios com objetos ilícitos são automaticamente suspensas do sistema de visitas.

 

 

 

 

 

 

 

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