Problemas com coleta de lixo se agravam nos bairros, geram mau cheiro e reclamações. Situação deve virar o ano desse jeito

December 8, 2018

                 Sacos de lixo amontoados e esparramando detritos em várias regiões da cidade

 

Ao completar uma semana do abandono da empresa Monte Azul (alegando calotes da Prefeitura), que recolhia cerca de 50% do lixo doméstico em Marília, moradores de diversas regiões da cidade continuam  reclamando do acúmulo de lixo e detritos. Ou seja, a Prefeitura não está dando conta de recolher as cerca de 180 toneladas de lixo que a cidade produz, diariamente. O prefeito Daniel Alonso anunciou que, a partir desta semana, ainda vai reduzir os dias de coleta. Ou seja: mais lixo, menos coleta.

Isto já era previsto pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Limpeza Pública, Vanderlei Dolce, conforme relato dele na sessão camarária da última segunda-feira. 

Por isso, a Prefeitura criou um chamado "esquema de emergência", com a própria estrutura para a coleta de lixo. Equipes de coletores passaram a fazer horas extras e esticaram os turnos até por volta das 23h. Os olhos se voltam para os coletores, abnegados trabalhadores, mas eles são apenas uma peça da engrenagem da máquina pública, emperrada pela incompetência administrativa. 

 

     Acúmulo de lixo no Residencial Reserva Pamital 2, onde os coletores chegaram depois das caçambas

 

Mas o acúmulo de lixo não para, gerando mau cheiro e preocupação à comunidade. Imagens de sacos de lixo pendurados em árvores e amontoados em lixeiras, muitos deles rasgados e esparramados por calçadas e ruas, já ganham as redes sociais e impulsionam comentários e reclamações de internautas.

Alguns casos são mais preocupantes, como no extremo da Zona Sul, onde, segundo moradores, a coleta de lixo não ocorre há seis dias. E no Residencial Reserva Palmital 2, na Zona Norte, onde a síndica Maria José relatou ao JP ter sido obrigada a pagar R$ 200 por duas caçambas para retirar o lixo acumulado há quatro dias no local, que reúne 194 apartamentos. 

"Ligamos umas cinquenta vezes na Prefeitura nesses dias, mas um caminhão de coleta de lixo só apareceu por aqui hoje (sexta-feira), após as caçambas ter retirado o excesso do lixo. E o pessoal nos avisou que não sabem quando vão voltar!", disse ela.

 

 

                                            Lixo acumulado na Zona Norte (foto: redes sociais)

 

 

                                             Sacos de lixo acumulados na porta da Prefeitura

 

O que vai ocorrer nos próximos dias neste cenário é imprevisível. A partir da próxima quarta-feira, a Monte Azul deve encerrar também os serviços do transbordo do lixo para Quatá (distante cerca de 100 quilômetros aqui da cidade e gastos de cerca de R$ 12 milhões por ano!). A partir de então, pode ser que o lixo recolhido na cidade passe a se transformar em montanhas de detritos no já saturado aterro da estrada de Avencas. 

A realidade atual reflete este quadro deprimente. Situação que deve atropelar o Natal e a virada do ano. E olha que nesta época do ano a produção de lixo aumenta substancialmente! 

Somente a partir de janeiro a Prefeitura deve começar a colocar em prática um processo emergencial (provavelmente sem licitação) para a contratação de uma nova empresa para coleta de lixo. 

As expectativas para as próximas semanas, infelizmente, não são das melhores. Acreditar em algo diferente disso, é o mesmo que acreditar em papai noel. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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