MP instaura Inquérito e apura denúncias de superfaturamento e maus-tratos em contrato da Prefeitura com empresa de captura de animais. Gastos de quase R$ 1 milhão por ano

February 2, 2019

Denúncias da União Protetora dos Animais de Marília (Upam) resultaram, esta semana, na abertura de mais um Inquérito Civil  pelo promotor de Justiça, Oriel da Rocha Queiroz, para investigar a conduta e contrato do prefeito Daniel Alonso (PSDB) com uma empresa (Gabriela Zangrossi Souza)  de Mairinque (próximo à capital Paulista) para captura de animais nas ruas de Marília. Serão apurados danos ao erário e improbidade administrativa do prefeito.

As denúncias protocoladas pela Upam, com fotos e documentos, apontam que os valores firmados no contrato entre a Prefeitura e empresa estão superfaturados e que os serviços contratados já eram realizados pelo Centro de Vigilância Ambiental (vinculado à secretaria municipal do Meio Ambiente) a baixo custo para o Município.

O prefeito Daniel Alonso está pagando cerca de R$ 1 milhão para a empresa de Mairinque capturar os animais soltos pelas ruas. 

RELATOS DE MAIS-TRATOS AOS ANIMAIS

O Inquérito Civil vai apurar as denúncias de superfaturamento e condições inadequadas de alojamento dos animais capturados, que segundo a presidente da ONG, Elizabete Carvalho, estão sofrendo maus-tratos "largados" em um sítio no Distrito de Dirceu, sem estrutura e sem autorização de órgãos de fiscalização veterinária.  

"A empresa contratada pelo prefeito já estava envolvida em denúncias pelo Ministério Público. O contrato não está sendo cumprido regularmente pela empresa. No sítio onde estão sendo alojados os animais, não existe assistência médica-veterinária, como consta no contrato. Relatos dão conta de maus-tratos e até abate de animais", disse Elizabete. Também foi denunciado ao MP uma "terceirização" dos serviços pela empresa de Mairinque. 

"O prefeito está defendendo esse contrato com unhas e dentes, com grande prejuízo aos cofres públicos. Deveria investir na estrutura pública para tratar essa questão, a exemplo de outras cidades, como Bauru. O resultado desse caminho errado e suspeito tomado pelo prefeito é o aumento dos riscos de leishmaniose,que já fez uma criança recém-nascida vítima esta semana na Zona Norte de Marília", disse a presidente da Upam.

Ela ressaltou que as provas, com fotos e documentos são robustas e acredita na força do Ministério Público e da Justiça. "A população de Marília não pode pagar por isso, em todos os sentidos".

 

 

 

 

 

 

 

 

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