Delação da OAS revela os motivos da renúncia do ex-prefeito Bulgareli: ele encheu os bolsos e abandonou a Prefeitura. Toffoli estava no esquema e assumiu o cargo

February 5, 2019

 

 Bulgareli e Ticiano Toffoli na convenção e campanha milionária que os levaram ao poder, em 2008

 

A delação do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, revelou os verdadeiros motivos da até então misteriosa renúncia do ex-prefeito Mário Bulgareli (PDT), em 5 de março de 2012.

Neste dia, conforme a delação, o ex-prefeito recebeu R$ 1 milhão, cumpriu o acordo e protocolou a carta de renúncia na Câmara Municipal, por volta das 16h.

Na carta, o então prefeito não citou os motivos da renúncia, mencionando apenas que a mesma era em caráter "irrevogável".

Pinheiro disse na delação que, após acertos sobre a obra do esgoto, com o então diretor do Daem, Antonio Carlos Sojinha e com o ainda vice-prefeito, Ticiano Toffoli (PT), houve o pedido de propina.

"Fio solicitada vantagem indevida no valor de R$ 1 milhão com a finalidade de comprar a renúncia do então prefeito de Marília, Mário Bulgareli", afirmou Léo Pinheiro. 

 Sojinha e Ticiano em festa do aniversário ex-ministro Zé Dirceu, em Brasília: Léo Pinheiro disse na

delação que conheceu os dois em festas na Capital Federal 

 

A OAS topou o acordo e providenciou o pagamento da propina para a troca de prefeito. "Paga tal quantia, em 5 de março de 2012, Mário Bulgareli, cumprindo o acordado renunciou ao cargo de prefeito, possibilitando que José Ticiano Dias Toffoli assumisse o cargo e assim abrisse o caminho para a realização de licitação da citada obra, uma vez que Sojinha seguiu como presidente do Daem", revela os termos da delação do empreiteiro. 

O delator, que disse ter conhecido sojinha e Ticiano (irmão do atual presidente do STF, Dias Tofoli) em festas em Brasília, revelou os passos da sujeira até a Prefeitura.

Mas, ao lado, na Câmara Municipal, já estava bem amarrada uma arataca política para garantir o cumprimento do acordo por Mário Bulgareli. 

Dois pedidos de CPs (Comissões Processantes) iriam a votação em plenário e poderiam resultar na cassação do mandato do então prefeito. A "pressão" nos bastidores políticos era forte. 

Resultado final: conforme a delação, Bulgareli encheu os bolsos, abandonou a Prefeitura e Ticiano Toffoli assumiu o cargo. 

 

                  O então vice-prefeito Ticiano Toffoli com o diretor do Daem, Sojinha 

 

 

 

 

 

 

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