Ladrões que aterrorizaram e roubaram empresários no Bairro Maria Izabel pegam quase dez anos de cadeia

February 5, 2019

Ladrões que invadiram, aterrorizaram e roubaram moradores de uma residência no Jardim Maria Izabel, na Zona Leste de Marília, foram condenados a quase dez anos de reclusão. A sentença é do juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília. 

Conforme a denúncia, no dia 29 de abril de 2015, Murilo Henrique da Silva, e Diego Pereira Pinto, acompanhados de um outro elemento que não foi reconhecido, invadiram a casa de empresários na Rua Davino Aves de Souza, armados com faca e arma de fogo. 

Sob ameças, roubaram do local um aparelho de televisão LCD de 42” LG, avaliado em R$ 800,00, um notebook Dell, avaliado em R$ 750,00, uma máquina fotográfica Cannon T2i, avaliada em R$ 1.200,00, uma mochila Nike cinza e branca, avaliada em R$ 50,00, dois relógios de pulso, avaliados em R$ 1.400,00, dois anéis de ouro com brilhantes, avaliados em R$ 25.000,00, um óculos de sol Ray Ban, avaliado em R$ 490,00 , R$ 7.400,00 em espécie, uma folha de cheque no valor de R$ 560,00, além de um veículo Tiguan 2.0 TSI VW, avaliado em R$ 80.000,00 de propriedade do casal Heraldo Battistetti Furlanetto, 61 anos e Fernanda Figlia Di Fiore Furlaneto, 53 anos. 

Os ladrões abordaram as vítimas quando elas entravam com o veículo na garagem da residência e o portão eletrônico semiaberto. A dupla chegou ao local levada por um outro elemento, em um Corsa Classic.

Ainda na garagem, o trio anunciou o assalto quando as vítimas estavam no interior do automóvel. Diego e Murilo renderam a vítima Heraldo, sendo que Diego estava sem capuz e portava uma arma de fogo, enquanto Murilo estava usando capuz de cor preta e munido com a faca.

Leandro abordou a vítima Fernanda. Nesse momento, já subtraiu da vítima a quantia de R$ 400,00  em espécie, bem como o cheque no valor de R$ 560,00. Após subjugarem as vítimas, Diego ficou na porta da casa vigiando a todos, enquanto Murilo e Leandro ingressaram no imóvel e amarraram as vítimas com cadarços de calçados e fios de telefone.

Ainda na parte térrea do imóvel, Murilo exigiu de Heraldo dinheiro, afirmando que o mesmo era proprietário de uma construtora e queria saber onde estava o cofre que havia na casa. Ao dizer que não havia dinheiro no cofre, Murilo agrediu a vítima com dois chutes desferidos contra seu rosto, causando-lhe lesão de natureza leve e o ameaçou de morte.

Leandro agrediu a vítima Fernanda com socos, desferidos contra o rosto da vítima, os quais lhe acarretaram lesões de natureza leve. Após as agressões, Leandro levou a vítima até o quarto do casal para que ela lhe mostrasse onde ficava o cofre.

Nesta oportunidade, Murilo ameaçou Fernanda de morte e riscou o rosto da vítima com uma faca. Ainda no quarto do casal, após a vítima Fernanda indicar a existência de dinheiro, os criminosos subtraíram diversos pertences do casal, R$ 7.000,00 de Heraldo, R$ 1.000,00 de Fernanda, dois anéis de brilhante, joias e bijuterias, uma correntinha de ouro, uma TV LCD 42” LG, uma máquina fotográfica Cannon, bem como algumas peças de roupas. Logo em seguida, Heraldo foi levado ao quarto e lá ambos permaneceram por aproximadamente 45 minutos.

Em dado momento, os criminosos pediram à vítima Fernanda auxílio para efetuarem fuga fazendo uso do automóvel do casal, levando em seu interior os bens subtraídos.

Após constatarem que os criminosos já não mais estavam nas dependências do imóvel, as vítimas solicitaram socorro aos vizinhos, que comunicaram o crime à polícia. O carro subtraído das vítimas pelos criminosos foi encontrado pela polícia abandonado próximo à Represa Cascata. No interior do automóvel os policiais flagraram apenas a existência de uma faca.

O juiz cecidiu: "Frente a todo exposto e considerando o que mais dos autos consta, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a ação penal para CONDENAR DIEGO PEREIRA PINTO, qualificado nos autos, a descontar em regime inicialmente fechado, a pena de NOVE ANOS E QUATRO MESES DE RECLUSÃO, bem como a solver o equivalente a DEZESSETE DIAS-MULTA, em padrão diário mínimo, e MURILO HENRIQUE DA SILVA, igualmente qualificado, a descontar em regime inicialmente fechado, a pena de OITO ANOS DE RECLUSÃO, bem como a solver o equivalente a QUINZE DIAS-MULTA, em padrão diário mínimo, declarando a ambos como incursos no artigo 157, § 2º, II, do Código Penal". Os réus poderão recorrer da decisão em liberdade.

 

 

 

 

 

 

 

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