CPFL aponta aumento de 53% nos "gatos" de energia elétrica em Marília e cidades da região

February 13, 2019

 

Em 2018, a distribuidora identificou 5,2 mil casos de irregularidades em municípios como Marília, Botucatu, Jaú, Lençóis Paulista, Garça, São Manuel e Bofete

 

A CPFL Paulista, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende 4,3 milhões de clientes em 234 municípios no Estado de São Paulo, intensificou a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em Bauru, Jaú e cidades da região. Na comparação entre o ano de 2018 ante o de 2017, a concessionária registrou um crescimento de 53% no número de irregularidades identificadas, passando de 3.437 para 5.262 casos.

A cidade de Bauru foi a que registrou o maior número de irregularidades identificadas, alcançando a marca de 3.629 ocorrências, um aumento de 35,5%. Em segundo lugar ficou Botucatu, com 464 casos, seguida por Marília, com 443 ocorrências de fraudes e furtos (para mais detalhes, ver tabela abaixo).

No ano de 2018, considerando as cidades de Bauru, Jaú, Lençóis Paulista, Botucatu, Marília, São Manuel, Garça, Barra Bonita, Vera Cruz e Bofete, a CPFL Paulista conseguiu recuperar um volume de 12.629 MWh de energia furtada. Isso seria suficiente para abastecer 7.017 famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano o que equivale ao consumo de cidades do porte de Altinópolis, Colina ou Itatinga, no interior paulista.

Intensificação da fiscalização

Nos últimos anos, a CPFL Paulista tem intensificado a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em todos os municípios atendidos ela distribuidora. Em 2018, a distribuidora realizou 266,1 mil inspeções, aumento 42,4% na comparação com as 186,8 mil inspeções executadas em 2017. Atualmente, a taxa de sucesso é de 21,3%, ou seja, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude. Isso significa que, em 2018, a distribuidora encontrou 56.893 casos de fraudes e furtos, recuperando 136.534 MWh de energia (suficiente para abastecer 75,8 mil famílias por um ano, equivalente à cidade de Santa Bárbara d’Oeste).

Esse resultado é fruto da maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo, adotou novas tecnologias e mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise. Segundo o Diretor Comercial da CPFL Energia, Roberto Sartori, esses investimentos têm sido um grande aliado na identificação das fraudes e furtos de energia nas redes da distribuidora.

“O trabalho realizado em conjunto com os órgãos públicos e autoridades policiais também tem se mostrado fundamental nas operações que visam o combate às fraudes e ligações clandestinas. Todas essas ações possibilitaram que a distribuidora passasse a identificar um número maior de irregularidades em 2018”, afirma o Sartori. 

Consumidores da CPFL Paulista podem contribuir para o combate às fraudes e furtos por meio dos canais de denúncia disponibilizados pela concessionária. Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo CPFL Energia, pelo site www.cpfl.com.br, pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.brou pelo telefone 0800 774 4286.

Furtar energia é crime

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa. As distribuidoras do Grupo CPFL Energia, que atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas.

Além de crime, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. Isso ocorre porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece nas chamadas “perdas comerciais”, como são denominados os furtos e as fraudes no jargão do setor elétrico, uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

Outra consequência negativa dos furtos e fraudes de energia é a piora na qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia. A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população e beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.

Consumidores que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.

 

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