Após amargarem só 2% de reposição no ano passado, servidores municipais querem 10% de reajuste salarial e vale alimentação de R$ 496, este ano

 

Além da pauta salarial, trabalhadores também decidiram que vão se posicionar contra projeto de Daniel Alonso que cria 74 novos cargos comissionados na Prefeitura

 

Após amargarem uma reposição salarial de apenas 2% no ano passado (contra inflação "oficial" de 3,75% - na real foi bem maior!) os servidores municipais participaram da primeira assembleia visando compor a Campanha Salarial 2019 da categoria. Ficou acertado que a pauta de reivindicação vai ficar centralizada no reajuste salarial, cuja reivindicação é de 10% (8% de reposição e 2% de aumento real) e equiparação do vale refeição com a Câmara Municipal. Servidores do Legislativo recebem R$ 496, enquanto que os do município ganham R$ 300.

O presidente do Sindimmar (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília), José Paulino, protocolou ofício na Prefeitura, requerendo agendamento de reunião com o prefeito Daniel Alonso (PSDB) para apresentar a pauta de reivindicação da categoria.

PERDAS SALARIAIS

Durante a assembleia foram apresentados os números relativos às perdas salariais desde 2013. A soma de todos os anos chegou ao índice de 8%. A proposta do sindicato foi pleitear essa recomposição mais o aumento real de 2%, totalizando 10% de reajuste. Além disso, também foi votado que os trabalhadores querem a equiparação dos valores do vale refeição com a Câmara Municipal. Atualmente o funcionalismo municipal recebe R$ 300 e os da Câmara R$ 496.

Após a aprovação da pauta salarial, teve início a votação da proposta de trabalho da categoria em relação a outros temas, como um eventual projeto de concessão do Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília) e a rejeição da proposta da Prefeitura de Marília, de criar novos cargos comissionados, junto com o projeto de criação da Secretaria de Tecnologia do município.

A vice-presidente do Sindimmar, Bruna Marcelino, destacou que a participação foi bastante satisfatória, levando-se em conta que choveu muito nos momentos que antecederam a assembleia. “Nós ficamos muito felizes com a participação do servidor e esperamos que essa presença aumente, principalmente nos momentos de maior importância, na Câmara Municipal e na reivindicação pelo reajuste salarial”, disse.

GASTOS DE MILHÕES COM COMISSIONADOS E SEM PLANO DE CARREIRA

As articulações dos servidores municipais estão ocorrendo no momento em que o prefeito Daniel Alonso (PSDB) está criando 84 novos cargos comissionados (sem concurso público) na Prefeitura de Marília, gerando gastos de cerca de R$ 20 milhões, atitude que revoltou os servidores efetivos. 

Além disso, ele cortou benefícios da categoria, como horas-extras e abandonou os estudos sobre a implantação do Plano de Carreira dos Servidores Municipais.

Alonso havia prometido o Plano de Carreira para 90 dias, a partir de fevereiro de 2017, quando ele, mancomunado com a Câmara Municipal, conseguiu anular uma proposta nesse sentido criada pela gestão passada e que já havia sido aprovada pelo Legislativo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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