Força-tarefa do MP vistoria alojamentos de escolinhas de futebol na região e atletas vão para hotéis

                        Escolinhas de futebol pelo país são alvo de investigações do MP

 

Força-tarefa composta por equipes das Secretarias Municipais de Esportes, Saúde e Assistência Social de Lins (102 quilômetros de Bauru), Conselho Tutelar e Ministério Público (MP) fiscalizou na última segunda-feira (25) três alojamentos de atletas sob a responsabilidade de dois particulares. Procurados pela reportagem, prefeitura e MP informaram que não irão se manifestar pelo fato de o caso estar sob segredo de justiça.

A reportagem apurou que a fiscalização ocorreu após uma denúncia feita à Promotoria de Justiça sobre a situação dos alojamentos esportivos do município. Em três locais distintos, onde estavam adolescentes e jovens - grande parte vindos da região Nordeste do País - as equipes encontraram estruturas e condições de higiene precárias. Um dos imóveis, inclusive, não possuía cozinha.

Ainda conforme apurado pela reportagem, os atletas não contavam com assistência médica e orientação nutricional - na semana passada, eles revelaram que haviam se alimentado de arroz e salsicha e, nesta semana, de arroz com carne moída. Os jovens também narraram que os banhos eram limitados a um por dia, sempre após os treinos, para economizar água e energia elétrica.

Em média, cada um dos atletas pagava por mês entre R$ 400,00 e R$ 500,00 aos responsáveis pelos alojamentos para custear despesas com moradia e alimentação. Após a fiscalização, aproximadamente 30 adolescentes entre 13 e 17 anos foram encaminhados provisoriamente para hotéis. Alguns com mais de 18 anos optaram por permanecer nos alojamentos esportivos.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente também participou da fiscalização, que ainda teve apoio das polícias Civil e Militar.

TRAGÉDIA

Na madrugada de 8 de fevereiro, incêndio deixou dez adolescentes mortos e três feridos no alojamento do Centro de Treinamento (CT) do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro. Os mortos, todos atletas da categoria de base do clube, tinham entre 14 e 16 anos e dormiam no momento em que as chamas começaram.

Recentemente, a Promotoria de Habitação e Urbanismo da Capital instaurou inquérito para apurar condições de alojamentos de clubes de futebol em São Paulo. O procedimento apura se os locais têm auto de vistoria dos Bombeiros e autorização do poder público, além de buscar prevenir acontecimentos como o do Rio.

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