Servidores municipais de Bauru, em greve, invadem gabinete com caixão e bonecão do prefeito. Eles rejeitam vale-alimentação de R$ 500, abono de R$ 130 e querem 14.59% de aumento

 

 

Os servidores municipais de Bauru continuam em greve. Eles rejeitaram proposta da Prefeitura  de vale-alimentação de R$ 500,00, vantagem pessoal de R$ 130, incorporada ao reajuste salarial proposto pela Prefeitura. 

As reivindicações dos servidores municipais em Bauru são, entre outras, reajuste de  14,59%, sendo 7,54%, referente a reposição da inflação, e mais aumento real de 7,5%. Além disso, pedem o aumento de R$ 129 no vale alimentação e R$ 120 no abono salarial

 

Os servidores públicos municipais em greve há uma semana utilizaram um caixão e um bonecão representando o prefeito Clodoaldo Gazzetta para realizar um protesto, na manhã desta terça-feira (02), em frente ao Palácio das Cerejeiras, em Bauru. Na sequência, eles ocuparam o auditório da prefeitura.

Antes, se concentraram na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), na quadra 14 da rua Engenheiro Saint Martin, onde 244 profissionais assinaram a lista de presença, segundo informa a entidade.

Servidores protestaram com caixão e boneco com máscara de Gazzetta em frente a Prefeitura Municipal de Bauru

 

No mesmo local, mas na última sexta-feira, foi realizada uma assembleia, na qual a categoria recusou a proposta oferecida pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) no dia anterior. Esta oferta final, segundo a prefeitura, prevê alteração era o valor do vale-compra, que passa de R$ 451,00 para R$ 500,00. Na primeira proposta, era de R$ 468,54.

Ficaram mantidos outros pontos, como o reajuste de 2% a todos os servidores, aumento do abono (antigo vale-refeição) de R$ 360,00 para R$ 374,00 para quem recebe até R$ 2.600,00, e vantagem pessoal de R$ 60,00 para quem recebe até R$ 2.684,35. Já o abono de R$ 70,00 fica mantido, porém não será incorporado neste momento, devendo ocorrer em outra etapa.

O Executivo não avançará para além desta proposta e a enviará ao Legislativo, segundo reitera o secretário de Administração, David Françoso, que atendeu a categoria agora pela manhã, conforme orientação do prefeito, que não estava no prédio.

A pedido de Gazzetta, Françoso enfatizou que, assim que a paralisação for encerrada, a administração municipal sentará com sindicato e categorias da base, especialmente as com menor remuneração, para discutir recomposição salarial. O secretário também ficou de encontrar uma data, provavelmente amanhã, para uma reunião entre o prefeito, o Sinserm e alguns servidores.

LIMINAR

Também na última sexta-feira, a Prefeitura de Bauru conseguiu, no final da tarde, uma liminar para garantir percentual mínimo de atendimento dos serviços essenciais durante a greve. A decisão liminar foi concedida pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Artur Marques da Silva Filho.

O Sinserm informara o cumprimento da determinação, mas que iria recorrer. A liminar estabelece que a categoria deve manter 70% dos servidores em atividade, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da medida.

O governo pediu ao TJ que fosse mantido 100% em atividades inadiáveis e 80% no restante, com pena de R$ 10 mil, porém a decisão liminar foi de manutenção de 70% dos servidores e multa de R$ 5 mil. O desembargador também já marcou uma audiência de conciliação para o dia 9 de abril, às 14h, em São Paulo, buscando um acerto entre prefeitura e servidores.

 

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