Servidores municipais fazem assembleia hoje para decidir sobre contraproposta de reposição salarial oferecida pela Prefeitura. Sindicato já rejeitou oferta e exige benefícios

April 2, 2019

Em estado de greve, servidores municipais de Marília realizarão assembleia às 18 horas de hoje (2), na Praça Maria Isabel (em frente a sede do Sindicato, na Avenida Pedro de Toledo), para decidir se aceitam ou não a proposta do prefeito Daniel Alonso (PSDB), de reposição salarial de 3,86% e aumento de R$ 50 no vale-alimentação. 

A proposta já foi rejeitada pelo Sindicato, que exige aumento salarial de 10% e vale-alimentação de R$ 496 (igual dos servidores da Câmara Municipal). O vale-alimentação dos servidores da Prefeitura é de apenas R$ 300.

"Exigimos um aumento salarial decente, pois o índice de 10% é relativo às perdas salariais somente no atual governo", disse o vice-presidente do Sindicato, Bruna Marcelino. 

O presidente do órgão, José Paulino, cobra a implantação do Plano de Carreira da categoria. "Foi prometido pelo prefeito em campanha, mas não cumprido. Aliás, durante a campanha eleitoral, ele se reunia com os servidores e dizia que não haveria negociações sobre índices, que os funcionários da Casa Sol nunca sentaram em mesas para discutir índices. Mas o que vemos agora são muitas contratações de comissionados na Prefeitura".

Há duas semanas, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei do prefeito Daniel Alonso e criou mais um trem da alegria, com quase 100 novos cargos comissionados na Prefeitura CLIQUE E VEJA AQUI

Sobre o Plano de Carreira dos Servidores Municipais, o prefeito Daniel Alonso prometeu (mais uma vez!) que em 2020 (último ano do seu governo) vai implantar a proposta. No início do mandato, em 2017, ele, mancomunado com a Câmara Municipal, anulou um Plano de Carreira aprovado na gestão anterior, sob a promessa de que em 90 dias apresentaria outro Plano. Tudo balela! Até agora, não fez nada! Pior: além de não implantar o Plano de Carreira dos Servidores, ainda criou novos trens das alegria com quase 200 cargos comissionados na Prefeitura, com custos de R$ 20 milhões. 

Na semana passada, cerca de 300 servidores se concentraram na Praça e rejeitaram proposta de reposição salarial de 2% e aumento de R$ 30 no vale-alimentação. 

SERVIDORES CONTINUAM EM GREVE, EM BAURU

Os servidores municipais de Bauru continuam em greve. Eles rejeitaram proposta da Prefeitura  de vale-alimentação de R$ 500,00, vantagem pessoal de R$ 130, incorporada ao reajuste salarial proposto pela Prefeitura. 

As reivindicações dos servidores municipais em Bauru são, entre outras, reajuste de  14,59%, sendo 7,54%, referente a reposição da inflação, e mais aumento real de 7,5%. Além disso, pedem o aumento de R$ 129 no vale alimentação e R$ 120 no abono salarial.

AUMENTO ´PARA O PREFEITO, VICE E SECRETÁRIOS

Tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que prevê aumento de 16% para os salários do prefeito Daniel Alonso (quase R$ 20 mil), do vice-prefeito Tato Ambrósio (cerca de R$ 14 mil) e dos secretários municipais (cerca de R$ 10 mil). No mês passado, advogados e procuradores da Prefeitura tiveram reajuste de mais de 70% nos salários, através de aumentos de referências. 

Este ano, o prefeito Daniel Alonso aumentou o IPTU e mais 10% e reajustou as tarifas de ônibus urbanos de quase 30% (de R$ 3 para R$ 3,80).

 

 

 

 

 

 

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