Escolas municipais já avisam pais de alunos que não haverá aulas nesta quarta-feira. Professores já aderem à paralisação dos servidores municipais

April 9, 2019

Professores da Rede Municipal da Educação de Marília já anunciam adesão à paralisação dos servidores públicos municipais, programada para esta quarta-feira (10).

Alunos de escolas municipais voltaram para casa nesta terça-feira (8) levando recado nos cadernos com os seguintes dizeres: "amanhã não haverá aula. Terá uma paralisação dos funcionários". O texto foi ditado pelos professores e escrito pelos alunos.

Este é um dos primeiros sinais de adesão ao movimento dos servidores, que já estão em estado de greve há duas semanas, reivindicando aumento salarial de 10% e vale-alimentação de R$ 496 (igual dos servidores da Câmara Municipal).

Enquanto seguem os preparativos para a paralisação das atividades nesta quarta-feira, convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais (que já notificou a Prefeitura sobre a paralisação de amanhã) , o prefeito Daniel Alonso irritou a categoria com publicações de nomeações de mais cargos comissionados no Diário Oficial desta terça-feira.

Recentemente, ele criou um novo trem da alegria (aprovado pela Câmara Municipal) com quase 100 novos cargos comissionados na Prefeitura, com salários médios de R$ 5 mil mais benefícios, como vale-alimentação, plano de saúde e horários de expediente flexíveis.

 

LEVI DESQUALIFICA SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS 

O secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, desqualificou na quarta-feira passada (3) a assembleia realizada na véspera pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marília.

“Deliberou sobre nada”, ironizou o secretário, em mensagem ao Hora H. Ele negou também que a Prefeitura fez contraproposta de reposição salarial baseada no INPC (cerca de 4%) e aumento de R$ 50 no vale-alimentação, conforme divulgado pela diretoria do Sindicato, após rodada de negociação com o prefeito Daniel Alonso (PSDB), na semana passada.

“Não existe nenhuma nova proposta da Prefeitura, nenhum documento assinado pelo prefeito ou pela comissão de negociação”,afirmou Levi. “Houve um diálogo onde foram discutidas algumas alternativas e o sindicato ficou de apresentar nova proposta no dia 11”, acrescentou. 

'EXIGIMOS UM AUMENTO DECENTE", DIZ SINDICATO

Em estado de greve, servidores municipais de Marília realizaram assembleia no final da tarde da terça-feira passada, na Praça Maria Isabel (em frente a sede do Sindicato, na Avenida Pedro de Toledo),  e decidiram manter o movimento. Eles recusaram a proposta do prefeito Daniel Alonso (PSDB), de reposição salarial de 4% e aumento de R$ 50 no vale-alimentação. 

Ficou decidido ainda que na véspera da próxima rodada de negociação (que acontecerá no dia 11 de abril), os servidores deverão paralisar as atividades o dia todo. "A assembleia decidiu que há necessidade de pressão para que a Prefeitura melhore as contrapropostas", disse a vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Bruna Marcelino. 

A proposta já havia sido rejeitada pelo Sindicato, que exige aumento salarial de 10% e vale-alimentação de R$ 496 (igual dos servidores da Câmara Municipal). O vale-alimentação dos servidores da Prefeitura é de apenas R$ 300.

"Exigimos um aumento salarial decente, pois o índice de 10% é relativo às perdas salariais somente no atual governo", disse o vice-presidente do Sindicato, Bruna Marcelino. 

O presidente do órgão, José Paulino, cobra a implantação do Plano de Carreira da categoria. "Foi prometido pelo prefeito em campanha, mas não cumprido. Aliás, durante a campanha eleitoral, ele se reunia com os servidores e dizia que não haveria negociações sobre índices, que os funcionários da Casa Sol nunca sentaram em mesas para discutir índices. Mas o que vemos agora são muitas contratações de comissionados na Prefeitura".

Há duas semanas, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei do prefeito Daniel Alonso e criou mais um trem da alegria, com quase 100 novos cargos comissionados na Prefeitura CLIQUE E VEJA AQUI

Sobre o Plano de Carreira dos Servidores Municipais, o prefeito Daniel Alonso prometeu (mais uma vez!) que em 2020 (último ano do seu governo) vai implantar a proposta. No início do mandato, em 2017, ele, mancomunado com a Câmara Municipal, anulou um Plano de Carreira aprovado na gestão anterior, sob a promessa de que em 90 dias apresentaria outro Plano. Tudo balela! Até agora, não fez nada! Pior: além de não implantar o Plano de Carreira dos Servidores, ainda criou novos trens das alegria com quase 200 cargos comissionados na Prefeitura, com custos de R$ 20 milhões. 

Na semana passada, cerca de 300 servidores se concentraram na Praça e rejeitaram proposta de reposição salarial de 2% e aumento de R$ 30 no vale-alimentação. 

AUMENTO DE 16% ´PARA O PREFEITO, VICE E SECRETÁRIOS

Projeto de lei que prevê aumento de 16% para os salários do prefeito Daniel Alonso (quase R$ 20 mil), do vice-prefeito Tato Ambrósio (cerca de R$ 14 mil) e dos secretários municipais (cerca de R$ 10 mil). No mês passado, advogados e procuradores da Prefeitura tiveram reajuste de mais de 70% nos salários, através de aumentos de referências. 

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A REUNIÃO DO DIA 03/02

COM O PREFEITO DANIEL ALONSO

 

     Notificação do Sindicato sobre a paralisação desta quarta-feira (10)

 

"É de conhecimento de todos os servidores, que na noite do dia 02/04 realizamos uma assembleia geral da categoria. A reunião teve dois objetivos: 1. Formar uma Comissão de servidores para acompanhar as negociações junto à Prefeitura. 2. Discutir a proposta apontada pelo prefeito na rodada de negociação no dia 29/03, que indicou a possibilidade de um índice em torno da inflação do período, o que corresponde a aproximadamente o valor entre 4,0% a 4,2% e R$ 350 no vale alimentação. 3. Avaliar a possibilidade de uma paralisação no dia 10/4.

Como já foi amplamente divulgado, a assembleia rejeitou a proposta do prefeito e aprovou a paralisação.

Assim que a assembleia foi encerrada, o presidente José Paulino recebeu a ligação do Secretário Municipal de Fazenda, Sr. Levi Gomes, advertindo que as negociações seriam suspensas, pois, segundo ele, em nenhum momento o índice de 4,1% fora apresentado pelo prefeito Daniel. Além disso, acusou a diretoria do sindicato de agir de má fé com os servidores.

Diante desse quadro ameaçador de suspenção das negociações, a diretoria do sindicato entendeu que o cancelamento das negociações precisava ser confirmado pelo prefeito municipal. Assim, o Sindimmar, cumprindo com suas obrigações e compromissos, procurou o gabinete no dia seguinte (03/04). Na ocasião, estavam presentes o vereador Evando Galete e João do Bar, a direção do Sindimmar e o prefeito municipal, que contradisse seu secretário da fazenda e reafirmou que a rodada de negociação para o dia 11/04 estava mantida.

Ocorre que os servidores não podem ficar expostos as contradições entre secretários e o prefeito, o que todos esperam nas rodadas de negociações é tranquilidade, honestidade e compromisso com o serviço público municipal, para que a cidade continue recebendo o que os servidores ofertam de melhor: o seu trabalho!

Por fim, aproveitamos a ocasião para ressaltar nosso compromisso com os trabalhadores públicos municipais, bem como reafirmar nossa disposição em dialogar com todo o poder público, Câmara, Prefeitura etc., para chegarmos ao melhor entendimento nas rodadas de negociações.

 

TODOS JUNTOS NA PARALISAÇÃO DO DIA 10/04!!!

POR MAIS RESPEITO E VALORIZAÇÃO DE NOSSO TRABALHO!!!"

 

 

 

 

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