ESTADO DE GREVE: milhares de servidores municipais paralisam as atividades e fazem passeatas. Prefeito Daniel Alonso largou tudo e viajou para evento político em Brasília

April 10, 2019

Enquanto o movimento cresce (começou às 7h) e milhares de servidores públicos municipais já seguem em estado de greve e paralisam as atividades nesta quarta-feira (10), Marília ficam sem comando. O prefeito Daniel Alonso (PSDB) largou tudo e viajou para um evento político, em Brasília, recebendo diária de R$ 1.200,00. 

Os servidores públicos municipais, que estão concentrados desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (10) em frente a Prefeitura, saem em passeata pelas ruas centrais da cidade. A paralisação é sequência do estado de greve da categoria, iniciado há duas semanas.

Os servidores estão em processo de negociações, através do Sindicato, com o prefeito Daniel Alonso (PSDB). A categoria pede 10% de aumento salarial e vale-alimentação de R$ 496. Carro de som e discursos de "luta e resistência" movimentam a paralisação. 

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindimmar) divulgou Nota (veja abaixo)  neste sábado (6) onde aponta que "os servidores não podem ficar expostos as contradições entre secretários e o prefeito".

O Sindicato esclareceu que "procurou o gabinete no dia seguinte (03/04). Na ocasião, estavam presentes o vereador Evando Galete e João do Bar, a direção do Sindimmar e o prefeito municipal, que contradisse seu secretário da Fazenda", comprovando a bagunça e "Torre de Babel" no atual governo.  

 

 

LEVI DESQUALIFICA SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS 

O secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, desqualificou na quarta-feira (3) a assembleia realizada ontem (2) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marília.

“Deliberou sobre nada”, ironizou o secretário, em mensagem ao Hora H. Ele negou também que a Prefeitura fez contraproposta de reposição salarial baseada no INPC (cerca de 4%) e aumento de R$ 50 no vale-alimentação, conforme divulgado pela diretoria do Sindicato, após rodada de negociação com o prefeito Daniel Alonso (PSDB), na semana passada.

“Não existe nenhuma nova proposta da Prefeitura, nenhum documento assinado pelo prefeito ou pela comissão de negociação”,afirmou Levi. “Houve um diálogo onde foram discutidas algumas alternativas e o sindicato ficou de apresentar nova proposta no dia 11”, acrescentou. 

'EXIGIMOS UM AUMENTO DECENTE", DIZ SINDICATO

Em estado de greve, servidores municipais de Marília realizaram assembleia às 18 horas de ontem (2), na Praça Maria Isabel (em frente a sede do Sindicato, na Avenida Pedro de Toledo),  e decidiram manter o movimento. Eles recusaram a proposta do prefeito Daniel Alonso (PSDB), de reposição salarial de 3,86% e aumento de R$ 50 no vale-alimentação. 

Ficou decidido ainda que na véspera da próxima rodada de negociação (que acontecerá no dia 11 de abril), os servidores deverão paralisar as atividades o dia todo. "A assembleia decidiu que há necessidade de pressão para que a Prefeitura melhore as contrapropostas", disse a vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Bruna Marcelino. 

A proposta já havia sido rejeitada pelo Sindicato, que exige aumento salarial de 10% e vale-alimentação de R$ 496 (igual dos servidores da Câmara Municipal). O vale-alimentação dos servidores da Prefeitura é de apenas R$ 300.

"Exigimos um aumento salarial decente, pois o índice de 10% é relativo às perdas salariais somente no atual governo", disse o vice-presidente do Sindicato, Bruna Marcelino. 

O presidente do órgão, José Paulino, cobra a implantação do Plano de Carreira da categoria. "Foi prometido pelo prefeito em campanha, mas não cumprido. Aliás, durante a campanha eleitoral, ele se reunia com os servidores e dizia que não haveria negociações sobre índices, que os funcionários da Casa Sol nunca sentaram em mesas para discutir índices. Mas o que vemos agora são muitas contratações de comissionados na Prefeitura".

Há duas semanas, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei do prefeito Daniel Alonso e criou mais um trem da alegria, com quase 100 novos cargos comissionados na Prefeitura CLIQUE E VEJA AQUI

Sobre o Plano de Carreira dos Servidores Municipais, o prefeito Daniel Alonso prometeu (mais uma vez!) que em 2020 (último ano do seu governo) vai implantar a proposta. No início do mandato, em 2017, ele, mancomunado com a Câmara Municipal, anulou um Plano de Carreira aprovado na gestão anterior, sob a promessa de que em 90 dias apresentaria outro Plano. Tudo balela! Até agora, não fez nada! Pior: além de não implantar o Plano de Carreira dos Servidores, ainda criou novos trens das alegria com quase 200 cargos comissionados na Prefeitura, com custos de R$ 20 milhões. 

Na semana passada, cerca de 300 servidores se concentraram na Praça e rejeitaram proposta de reposição salarial de 2% e aumento de R$ 30 no vale-alimentação. 

AUMENTO DE 16% ´PARA O PREFEITO, VICE E SECRETÁRIOS

Tramitou na Câmara Municipal um projeto de lei que previa aumento de 16% para os salários do prefeito Daniel Alonso (quase R$ 20 mil), do vice-prefeito Tato Ambrósio (cerca de R$ 14 mil) e dos secretários municipais (cerca de R$ 10 mil). No mês passado, advogados e procuradores da Prefeitura tiveram reajuste de mais de 70% nos salários, através de aumentos de referências. 

 

 

 

 

 

 

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