Governador Doria visita região e admite mudar pontos de pedágios na SP-294. "O governo vai aceitar sugestões"

April 12, 2019

 

O governador João Doria (PSDB) esteve nessa quinta-feira (11) pela primeira vez na região após tomar posse no cargo, no começo deste ano. Ele participou da inauguração do novo ambulatório de especialidades do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), e, além de assuntos relacionados com a nova obra, falou sobre a concessão de rodovias, programa já anunciado pelo Estado, e que em um dos lotes terá a privatização da SP-294, a Bauru-Marília, com a previsão de duas praças de pedágio em cada sentido. Depois de Marília, até Panorama, ainda serão mais cinco praças de cobrança.

A proposta de concessão faz parte do programa de governo e tem ainda a renovação de antigas concessões, desta vez com tarifas mais baratas, pois não há necessidade de investimentos como duplicações. No caso da Bauru-Marília, os pedágios estão previstos para o km 362, em Piratininga, e no km 428, em Vera Cruz. Uma das reclamações de prefeitos, vereadores e moradores de várias cidades é o fato de os novos pedágios estarem perto tanto de Bauru como de Marília, o que prejudicará quem usa diariamente as rodovias - por exemplo, moradores de Duartina, Lucianópolis e Ubirajara que vem a Bauru, ou de Vera Cruz e Garça que vão a Marília.

A possibilidade de mudança do local desses pedágios para um trecho da rodovia com menos impacto nesses municípios já foi solicitada, inclusive pelo deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB). O governador admite que é possível rever a localização das praças. "Vamos conversar, e chegar a algo com bom senso. O nosso governo aceita sugestões, não é algo impositivo. A concessão vai acontecer, não apenas desta rodovia, mas de todas que ainda estão com o DER, pois apenas desta maneira é possível ter investimento e estradas mais modernas, seguras e eficientes. O governo vai aceitar sugestões dos municípios, entre elas a possibilidade de alterar eventuais locais de praças de cobrança", afirma. Já a possibilidade de duplicação da continuação da Avenida Elias Miguel Maluf até a Bauru-Marília, que foi solicitada pelo município, ainda está em avaliação na Artesp. O investimento pode entrar no edital de concessão para a vencedora da concorrência, se for aprovado pelo governo.

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Ainda durante conversa com a imprensa, Doria voltou a defender o modelo de concessão, iniciado há 20 anos pelo PSDB, e que colocou as rodovias paulistas entre as melhores do País. "Das 20 melhores rodovias brasileiras, 18 estão em São Paulo. Apenas com a concessão é possível ter esse investimento, rodovias modernas, pontos de apoio aos motoristas, e agora vamos renovar as concessões que estão vencendo com preços de tarifa menor, pois haverá menos necessidade de investimento do que na época em que houve a primeira concessão. Já as que ainda entrarão para concessão terão alguns modelos novos de cobrança, como a tarifa flexível, com desconto para o período da meia-noite até 6h, especialmente para o transporte de carga, e a cobrança ponto a ponto, onde o usuário vai pagar apenas pelo trecho percorrido, o que é mais justo do que a forma atual", frisa.

O secretário de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, diz que não há recursos para investimentos em todas as necessidades de Bauru atualmente

O secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, também participou da inauguração no Hospital das Clínicas de Botucatu e ao ser questionado pelo JC sobre a criação de 21 vagas no Hospital de Base (HB) de Bauru afirmou que a medida é possível, mas ainda é necessária uma análise mais detalhada. O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) terá reunião com o secretário no dia 22 de abril, às 13h, após protesto do vereador Sandro Bussola (PDT), que acampou na frente da Diretoria Regional de Saúde (DRS-6) nesta semana, por dois dias.

De acordo com Germann, o assunto ainda precisa de mais avaliação, mas afirma que é possível. "O Estado já investe em Bauru com o Hospital de Base, Hospital Estadual, Centrinho e terá o novo Hospital das Clínicas. Temos de pensar de maneira global, não há dinheiro para fazer tudo, então precisaremos definir prioridades. Se a prioridade de Bauru for os 21 leitos no Hospital de Base, é algo possível, mas talvez outros investimentos precisem de um outro planejamento", afirma.

A promessa de criação de 21 leitos no HB foi no governo passado, do então governador Márcio França (PSB), que na época era candidato à reeleição, e perdeu para o atual governador João Doria, por pequena diferença. O atual governo já declarou que não há previsão orçamentária para esse investimento, mas diante da necessidade, estuda como poderá ajudar a reduzir o déficit de vagas. A diretora da DRS-6, Doroti Vieira, esteve na cerimônia em Botucatu ontem, e também aguarda uma posição, já que o custeio é do Estado.

Os novos leitos tem previsão de custo de R$ 1,9 milhão para a implantação, e cerca de R$ 300 mil mensais para custeio, sendo 16 leitos comuns e cinco de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto. Já o começo do Hospital das Clínicas (HC) da USP está inicialmente prevista para o final deste ano, enquanto a abertura do Hospital Manoel de Abreu não tem previsão.

Como o governo do Estado já apontou que não possui recursos para todas as obras, caso a prioridade de Bauru sejam os 21 leitos novos no HB, o começo do HC pode ter adiamento de prazo, bem como o Hospital Manoel de Abreu, cuja reforma ainda não começou. A prefeitura já afirmou, em matéria publicada nesta semana no JC, que não pretende assumir o HB, como foi cogitado na época da criação do curso de medicina da USP. O assunto deve ser discutido pelo prefeito Gazzetta com o governo do Estado até a reunião marcada para este mês na capital paulista.

 

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