CAIXA 2 E PAGAMENTOS A VEREADORES: Após cobrança do JP, Câmara quebra o silêncio e emite Nota sobre investigações do Gaeco e julgamento no TJ

June 8, 2019

Após cobrança do JP nesta sexta-feira (7), a Câmara de Marília quebrou o silêncio decidiu e emitiu Nota no final da tarde sobre o julgamento agendado pela 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, sobre investigações realizadas pelo  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), relacionadas à denúncia de possível caixa 2 "com a finalidade de prestar auxílio financeiro a vereadores que compõem a base aliada da Prefeitura na Câmara.O julgamento acontecerá no próximo dia 12. O caso foi divulgado com EXCLUSIVIDADE ontem pelo JP.

"Ao contrário do que faz parecer a notícia em questão, nenhum dos agentes políticos citados será julgado por algum ato passível de condenação.

"A Câmara Municipal de Marília, enquanto instituição democrática lamenta que órgãos de imprensa se prestem a desinformar a população e a noticiar dados parciais e inverídicos por meio de fatos distorcidos", cita a Nota.

O JP mantém o que foi publicado, de acordo com informações recebidas e lamenta a tentativa (antes da emissão da Nota) da Câmara e da Prefeitura em não se manifestarem antes sobre o caso. A Câmara já cumpriu sua obrigação. Falta o prefeito Daniel Alonso se manifestar. 

No mais, resta aguardar a decisão de desembargadores e o resultado do julgamento que acontecerá no Tribunal de Justiça, 

 Marcos Rezende, presidente da Câmara e o prefeito Daniel Alonso: manifestação pública do Legislativo somente após cobrança do JP

 

JULGAMENTO

O teor do julgamento é sigiloso, mas o JP apurou que o prefeito foi alvo de Procedimento Investigatório Criminal pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Núcleo de Bauru, com base em denúncia de possível caixa 2 "com a finalidade de prestar auxílio financeiro a vereadores que compõem a base aliada da Prefeitura na Câmara Municipal". O relator dos autos é o desembargador Otávio Rocha. 

O JP apurou que uma reunião com alguns vereadores, após a publicação da matéria, decidiu que não haveria manifestações sobre o episódio. Ficou "acertado" ainda entre os participantes que nenhum deles se manifestará sobre o caso na sessão camarária da próxima segunda-feira (10).

VEREADOR EM MENSALÃO

No caso do mensalão que explodiu na gestão do ex-prefeito Mário Bulgareli, havia um vereador envolvido (recebia R$ 1 mil por mês). A relação de cerca de 80 nomes envolvidos no mensalão, que constavam em pendrive apreendido pela Polícia Federal à época, foi revelada pelo Gaeco, que periciou o pendrive. O mensalão era comandado pelo então chefe de gabinete da Prefeitura, Nelson Grancieri, o Nelsinho, que chegou a sere preso em dezembro de 2011. Bulgareli renunciou ao mandato em 5 de março de 2012, na véspera de uma sessão da Câmara que certamente decidira por processo de cassação do mandato dele. 

 

 

"PODER LEGISLATIVO
Nota à imprensa

Relativamente à matéria veiculada no site “Jornal do Povo”, edição de 7 de junho de 2019, com a manchete “CAIXA 2 PAGAEMNTOS A VEREADORES: Prefeito Daniel Alonso e Câmara continuam calados sobre investigações do GAECO e julgamento no Tribunal de Justiça” A Câmara Municipal de Marília comunica que segundo informações constantes do site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (www.tjsp.jus.br) será votado na próxima quarta-feira, dia 12 de junho, em sessão da 7ª Câmara Criminal pedido de arquivamento, feito pelo GAECO, do inquérito n.º 0020206-74.2019.8..26.000, que trata de denúncia anônima de caixa dois para pretenso pagamento a vereadores. Assim, ao contrário do que faz parecer a notícia em questão, nenhum dos agentes políticos citados será julgado por algum ato passível de condenação.

A Câmara Municipal de Marília, enquanto instituição democrática lamenta que órgãos de imprensa se prestem a desinformar a população e a noticiar dados parciais e inverídicos por meio de fatos distorcidos. No caso, o julgamento de uma proposta de arquivamento por absoluta carência probatória foi veiculado como algo grave, passível de alterar a ordem política de Marília.  A Câmara Municipal ressalta, ainda, que se mantém firme em seu papel de legislar e fiscalizar o Poder Executivo e que serão tomadas providências em face dos danos causados pela referida publicação".

 

 

 

 

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