Vitória de Bolsonaro em 2018 foi responsável pela instalação de novas lojas da Havan, inclusive a de Marília

 

No final de outubro do ano passado, logo após a vitória de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, o dono da Havan, empresário Luciano Hang, confirmou investimentos de R$ 500 milhões em 2019 na instalação de novas lojas pelo Brasil. Inclusive a de Marília. 

Em vídeo gravado logo após o resultado das eleições, ele disse: "Mas se hoje, se hoje o PT tivesse ganhado, digo para vocês: o meu plano era o seguinte: dono da Havan confirma o congelamento dos seus investimentos", disse Luciano no vídeo.

Em seguida, anunciou: "Em Marília, pessoal de Marília que tanto pede, estamos chegando aí!". Os planos de instalação da Havan em Marília são conhecidos há pelo menos oito anos, período em que diretores da Rede estiveram aqui na cidade, sem estardalhaços, sondando áreas particulares para esta finalidade. 

Nesse período não houve nenhuma influência política, até porque a Rede compra as áreas para instalação das lojas de acordo com suas estratégias, entre elas a localização às margens de rodovias bastante movimentadas. A Havan não depende de nenhum centavo da Prefeitura. Se o prefeito fosse "Manoel ou Joaquim" a loja estaria aqui do mesmo jeito.

O local escolhido em Marília foi uma área ao lado da Rodoviária, na Zona Sul. O negócio foi fechado no final do ano passado. As obras começaram em fevereiro e a nova loja será inaugurada no próximo sábado (27).

 Vídeo onde Luciano Hang anunciou investimento e loja em Marília,

logo após a vitória de Bolsonaro

 

EFEITO BOLSONARO

Se, existe, de fato, um político responsável pela instalação da Loja Havan em Marília, esse tal chama-se Jair Messias Bolsonaro. Simples: se ele não tivesse vencido as eleições em 2018 (inclusive em Marília, com 80% dos votos) não haveria loja nenhuma da Havan por aqui.

Óbvio que políticos locais queiram ir de carona na importante conquista para a cidade. É o que está fazendo, sem nenhum demérito nesta questão, o prefeito Daniel Alonso, "convidando" a população para a inauguração do próximo sábado.

Faz parte do cenário político, inclusive com os famosos papagaios de pirata nessa onda. Mas daí dizer que "conquistou a loja da Havan para Marília" beira o ridículo. Principalmente se o foco pender para o lado "empreendedor" de Daniel Alonso, cuja loja de sua propriedade (a Casa Sol) está afundada em dívidas, leilões e execuções. 

A REDE

                                                                    Loja da Havan em Marília

 

Com faturamento que pode chegar a R$ 12 bilhões até o final deste ano,  127 lojas e cerca de 15 mil funcionários em 17 estados brasileiros, a  Havan foi fundada em 1986, em Brusque-SC. Tem como símbolo a Casa Branca e ostenta réplicas da Estátua da Liberdade, representando a liberdade de compras e escolha que a Havan proporciona aos seus clientes.

O empresário Luciano Hang, 55 anos, dono das lojas Havan, realizou, entre abril de 2005 e outubro de 2014, 50 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a expansão de suas atividades comerciais no país, que resultaram na abertura de quase 100 lojas em 13 estados do Brasil.

Hang entrou para a lista de bilionários da revista Forbes no ano passado. A fortuna estimada do empresário ficou em US$ 2,2 bilhões, rendendo a ele a 1.057ª posição mundial

INVESTIMENTOS NO INTERIOR DO PAÍS

Filho de operários do setor têxtil, Luciano Hang começou a carreira com uma loja de 45 metros quadrados especializada em tecidos importados em Brusque, a 100 quilômetros de Florianópolis.

A abertura econômica no governo Collor impulsionou o negócio: em suas viagens ao exterior, além de tecido, Hang começou a comprar bugigangas para revender a lojas de 1,99 real na cidade. Tinha, na época, um sócio, Vanderlei de Limas (o nome Havan vem da junção das iniciais do sobrenome de um e do nome do outro).

Em 1991, o sócio deixou a empresa. Mas ele mantém, até hoje, uma pequena loja de tecidos em Brusque. Livre do freio causado pelas desavenças, Hang decidiu abrir lojas fora de Santa Catarina. Foi quando começou a desenvolver o modelo de negócios que levou a empresa à frente.

O empresário descobriu que, no interior do país, os preços baixos, a decoração curiosa e o espaço para alimentação e lazer conquistam os clientes, que muitas vezes chegam em ônibus intermunicipais. A proximidade de rodovias, o amplo estacionamento e a facilidade de acesso a transporte público também ajudam.

Segundo a consultoria Boston Consulting Group, mais de 80% das cidades em que a Havan está presente têm menos de 500 000 habitantes. Uma das lojas está instalada em Porto União, em Santa Catarina, um município com apenas 30 000 habitantes.

O dono toca a Havan com um jeitão "econômico". A empresa tem apenas cinco diretores, e Hang administra o negócio praticamente sozinho. A família quase não participa do dia a dia da empresa, e sucessão, por enquanto, é assunto proibido. “Tenho 56 anos, posso trabalhar tranquilamente até os 100”, diz Hang. 

Segundo funcionários, um dos grandes prazeres que o empresário tem na vida é levar visitantes em seu helicóptero para conhecer o centro de distribuição da empresa em Barra Velha, no litoral de Santa Catarina.

A loja da cidade tem uma Estátua da Liberdade de 57 metros de altura, 10 a mais do que a original americana. A obsessão pelos Estados Unidos começou ainda na década de 80, em suas primeiras visitas como importador de mercadorias. A primeira estátua foi instalada em 1995 em Brusque. “Sou fã dos Estados Unidos porque admiro o ambiente livre de negócios”, diz Hang, entusiasmado. 

 

 

 

 

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