Após calotes da Prefeitura, empresa de coleta de lixo fez pagamento parcial dos funcionários, nesta sexta-feira

September 14, 2019

 Funcionários e caminhões seguem parados na sede da empresa, aguardando pagamento da Prefeitura

 

A Empresa MB Limpeza Pública, que faz coleta de lixo em Marília, pagou parte dos 36 funcionários nesta sexta-feira (13). Eles estavam em greve desde a quarta-feira (11),por conta de atrasos nos salários. 

A empresa atrasou os pagamentos dos funcionários em consequência de atrasos de pagamentos por parte da gestão Daniel Alonso (PSDB). O pagamento  pela Prefeitura devera ter ocorrido no dia 20 do mês passado. 

Esta semana, os trabalhadores se reuniram com o Sindicato da categoria e decidiram dar prazo até ontem (11) para a Prefeitura fazer o pagamento. Como isso não ocorreu, a greve foi a consequência. 

A MB Limpeza tinha  uma nota fiscal de R$ 200 mil (vencida há quase um mês) com pagamento atrasado. Neste caso, a Prefeitura fez pagamento parcial. Outra nota fiscal de R$ 236 mil vencerá no próximo dia 20. 

Os funcionários da MB Limpeza Urbana tiveram salários atrasados nos últimos três meses (prazo que a empresa está atuando na cidade). Eles deveriam ter recebido no 5° dia útil (sexta-feira), mas como os atrasos ocorrem por meses consecutivo, eles decidiram  paralisar os trabalhos. "A Prefeitura, infelizmente, não fez o pagamento e nem deu nenhum sinal para nós. Como a revindicação dos trabalhadores é o pagamento, eles estão parados", disse ao JP o gerente da empresa Marília, Jefferson Gomes, durante a greve. "Se a Prefeitura estivesse cumprindo o contrato de forma correta, não haveria atrasos de pagamentos dos nossos funcionários", afirmou.  A empresa começou a operar em Marília em junho passado. 

A MB tem sede em Parnamirim (Rio Grande do Norte), distante 3.079 quilômetros de Marília. São 36 funcionários que trabalham em Marília, sendo a maioria na coleta de lixo.

Não é a primeira vez que a gestão Daniel Alonso (PSDB) cria problemas com calotes à empresas de coleta de lixo. A empresa Monte Azul, por exemplo, deixou a cidade alegando esse problema, entrou com ação judicial e deve receber mais de R$ 2,6 milhões, conforme decisão do juiz da Vara da Fazenda Pública de Marília, Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, publicada na semana passada. 

 

 

 

 

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