Elemento que aterrorizou e roubou mulher no estacionamento do Supermercado Pão-de-Açúcar em Marília é condenado a 4,8 anos de cadeia

December 3, 2019

 

Um rapaz que aterrorizou e roubou uma mulher no estacionamento do Supermercado Pão-de-Açúcar, em Marília, no início deste ano, foi condenado a 4,8 anos de reclusão em regime fechado pelo juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília, Luis Augusto da Silva Campoy, 

O acusado, Matheus Alexandre Rocha Garcia foi preso em flagrante pela Policia Militar após render, ameaçar e roubar o relógio de uma cliente do estabelecimento.

Ele atacou na mulher no estacionamento. Declarou que tentou furtar o celular da vítima, mas ouviu o grito do segurança e correu. Foi abordado posteriormente pelos policiais. Ele, que já tinha passagem policial por roubo, estava escondido atrás de um arbusto e próximo à uma arma falsa, mas disse não saber de onde a mesma surgiu.

A vítima disse que estava saindo do supermercado e estava indo para o carro. Quando abriu a porta, o réu estava na sua frente. Ele disse que não era para ela fazer nada senão a machucaria e ele tinha alguma coisa embaixo da camiseta, que depois os policiais viram que era uma arma falsa.

O elemento queria dinheiro e a mulher disse que não tinha. Ele falava baixo e dizia para a ela fingir que ele estava ajudando a guardar as compras caso chegasse alguém, porque estava no estacionamento do supermercado. Ele ainda auxilou na manobra do veículo no local.

Quando ele viu que ela  não daria nada, pediu o celular, mas a mulher ficou quieta. Estava com o relógio, o qual ele arrancou e disse para ficar quieta senão a machucaria.

Um segurança do supermercado percebeu a ação do bandido, foi até o local, gritou e saiu correndo atrás dele. A Polícia foi acionada e deteve o ladrão. Ele apontou uma pedra embaixo da qual havia escondido o relógio. Disse aos policiais que era namorado da vítima e que estava cobrando uma dívida dela. A mulher negou a versão.

"Assim, considerando a prova oral e os elementos dos autos que confirmam a versão da vítima, a autoria é incontestável. No caso, deve ser dado grande valor à versão da vítima, até porque ninguém presenciou os fatos e não há nada nos autos que indique que a vítima tenha motivos para prejudicar o réu. Se não bastasse, em casos como o dos autos e principalmente em crimes de roubo a palavra da vítima é fundamental e imprescindível, haja vista que na maioria dos casos não existem testemunhas presenciais dos fatos", citou o juiz.

"Além disso, o policial localizou o simulacro de arma em um arbusto no local onde o réu foi abordado e o próprio réu indicou o local onde o relógio da vítima estava escondido. Destarte, está devidamente comprovada a autoria e a materialidade do crime...Ante o exposto, julgo PROCEDENTE a pretensão punitiva estatal para CONDENAR o réu MATHEUS ALEXANDRE ROCHA GARCIA, a cumprir a pena de 4 (quatro) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime FECHADO e ao pagamento de 11 (onze) dias-multa, no mínimo legal, como incurso no artigo 157, caput, do Código Penal...Nego ao réu o direito de recorrer em liberdade, pelos motivos já expostos".

 

 

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