Líder comunitário e coordenador do "Projeto Estação" critica falta de apoio do prefeito Daniel Alonso. "Vão ter que se posicionar. Estão a favor do povo da periferia ou contra"

January 15, 2020

           O ativista Dema em imagem de vídeo divulgado por ele hoje nas redes sociais

 

O líder comunitário Ademar Aparecido de Jesus, o Dema, que coordena o "Projeto Estação", que consiste em trabalhos de reurbanização e inserção social em área junto à via férrea da desativada estação ferroviária, no centro de Marília, postou um vídeo nas redes sociais onde cobra posição do prefeito Daniel Alonso (PSDB) e da secretária municipal da Assistência Social, Wânia Lombardi  sobre apoio ao referido projeto.  Dema menciona representação junto ao Ministério Público sobre o Projeto.

"Esse espaço ficou vinte anos abandonado e não teve empresários vizinhos, não teve imprensa, empresários, não teve Prefeitura, chefe de fiscalização de posturas, não teve ninguém que foi representar a União ou representar a ALL e Rumo Logística no Ministério Público. Porém, se tratando de nós, pretos, pobres, trabalhadores mais simples, artistas e ativistas já foram representar", disse o líder comunitário. 

"O poder público o que fez? O prefeito Daniel Alonso, que nós ajudamos a colocar lá, o seu pessoal, os seus secretários, ao invés de quando intimados pelo Ministério Público local, pô, era hora né de já acionar a secretária do Bem-Estar Social, Wânia Lombardi, para vir aqui, conforme a promessa de abraçar o nosso projeto e nos auxiliar, não! Fez como Pôncio Pilatos, que lavou as mãos e devolveu em resposta ao seu Juridico que a Rumo Logística deve cuidar disso. Ou seja, então não é do interesse do nosso prefeito, infelizmente, não é do interesse da nossa secretaria do Bem-Estar Social, que seria obrigação dela estar conosco aqui", disse Dema.

 "GENTE QUERENDO TRABALHAR"

"Lavaram as mãos e quem está provocando o Ministério Público é o próprio governo. Não vamos tapar o sol com a peneira e aqui (no projeto) não têm bandidos, só tem gente querendo trabalhar", disse Dema em áudio.

"Isso aqui (estação e áreas adjacentes) ficou abandonado vinte anos e não vimos ninguém, nenhum empresário forte, nenhum político, nenhum prefeito, não vimos o Ministério Público representar contra a União e contra a ALL e Rumo", afirmou Dema.

"Então, estamos preparando o nosso povo nessa mesma fala e nessa conscientização. Queremos ver agora qual vai ser a postura desse prefeito Daniel Alonso, desse secretário e principalmente dessa dama aí, a senhora secretária de Assistência Social,  Wânia Lombardi. Porque acho que no governo o gestor público tem que pensar políticas públicas para inserir nossa juventude, os egressos do sistema prisional, os egressos de fundação, os aposentados e os trabalhadores no mercado de trabalho e eles não pensam nada, só pensam em fazer política pra eles mesmos", disse o líder comunitário.

Ele afirmou que o projeto social seguirá firme. "Queremos esse confronto sim, porque esse povo aí usou nós para eleger eles e esqueceram que a diferença de votos foi 1.800 votos, só, entendeu? Então vamos pra cima, vamos brigar pelos nossos direitos e cobrar ação dessa gestão. Agora eles vão ter que se posicionar, ou eles estão a favor do povo da periferia, zonas norte, sul, leste e oeste, dos distritos ou estão contra. E não venham com esse "agazinho" de que nós instalamos errado. Errado estavam eles que durante vinte anos isso aqui virou ponto de prostituição, cracolândia, até morte saiu aqui e eles não fizeram nada, correto?". 

Dema ressaltou que o "Projeto Estação" teve início no ano passado e está inserindo artistas, ativistas e mais de 130 famílias da periferia em ações sociais, artísticas e de fomento com geração de renda familiar". 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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