População tranca portão de cemitério e impede enterro do assassino da menina Emanuelle em Chavantes. "Porco aqui, não!"

January 16, 2020

Moradores de Chavantes trancaram os portões do cemitério da cidade nesta quarta-feira (15) para impedir o sepultamento de Aguinaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, suspeito de ter assassinado a menina Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos. 

Depois de ter confessado o crime, Aguinaldo teria cometido suicídio em uma cela do Centro de Detenção Provisória de Cerqueira César, na madrugada desta quarta.

"Já 'encadeamos'. Aqui. Esse lixo aqui não entra. A população em peso. OIha como está a população: revoltada. Aqui ele não entra", diz um morador não identificado na gravação após trancar um acesso ao cemitério com um cadeado. Cartazes diziam: "porco aqui, não". 

Revolta popular

Indignada pela morte brutal da menina, a população de Chavantes se mobilizou pelas redes sociais e se reuniu em frente ao cemitério, situado no distrito de Irapé. Segundo a Polícia Militar não houve confronto, pois a família de Aguinaldo preferiu realizar enterro em Ourinhos.

O caso

Aguinaldo Guilherme Assunção confessou à polícia ter matado Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, que estava desaparecida desde sexta-feira (10) em Chavantes, no interior de São Paulo, por vingança. Ele era vizinho da vítima e alegou que cometeu o crime porque a mãe da menina não permitia que ela brincasse com o enteado dele.

Para atrair a criança que brincava em um parquinho, ele chamou Emanuelle para colher mangas, que seriam entregues como presente para a mãe dela. A menina foi flagrada por câmeras circulando sozinha pela rua, mas sendo seguida pelo suspeito.

A garota foi de bicicleta com Aguinaldo até uma área de reflorestamento e no local, segundo a polícia, ele teria dado uma facada nas costas da menina e em seguida outros golpes no peito dela. No total foram 13 golpes. A Polícia Civil quer saber ainda se a criança foi vítima de abuso sexual. O laudo deve sair em até 30 dias.

Perfil do suspeito

Aguinaldo Guilherme Assunção tem 49 anos e é lavrador, mas estava desempregado. O último trabalho foi na quitanda da cidade de Chavantes, onde nasceu e cresceu. Ela mora em uma casa com a mulher e o enteado de 10 anos.  Ele foi casado anteriormente e teve uma filha, hoje com 21 anos. Ela mora com a mãe e não tinha contato com o pai.

Aos 17 anos, Aguinaldo foi condenado por ter matado o irmão, Roberto, de 23 anos. Beto, como era chamado, trabalhava com manutenção de equipamentos eletrônicos e, ao chegar em casa, foi para o banho. O irmão queria usar o chuveiro antes e, por isso, começou uma discussão. Roberto foi morto com uma faca de cozinha ainda no banheiro. Aguinaldo foi preso na rodoviária da cidade enquanto brincava com cachorros. Menos de dois meses depois, foi colocado em liberdade.

Segundo a sobrinha de Aguinaldo, a família não desconfiava do envolvimento dele na morte de Emanuelle, mas ainda assim está sendo ameaçada. "Ele tratava bem as crianças, brincava com as da vizinha. A gente não admite isso, mas a gente não tem culpa de nada", afirmou Roberta Assunção.

 

 

 

 

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