Prefeitura da região cancela carnaval e prioriza gastos no combate à dengue. Marília, mesmo infestada da doença, vai gastar cerca de meio milhão com festança

Enquanto o prefeito Daniel Alonso (PSDB) projeta gastar cerca de R$ 500 mil com carnaval em Marília em ano eleitoral (mesmo com a cidade infestada de casos de dengue) , a Prefeitura de Lucélia (a 134 quilômetros de Marília) decidiu não realizar o evento de carnaval “Fever Fest” neste ano. A decisão foi conhecida a partir de pronunciamento do prefeito Carlos Ananias Junior, em uma live realizada em seu perfil, no Facebook. 

A última edição da festa foi em 2014 e a intenção da Prefeitura era realizar o evento no período de 21 a 25 de fevereiro próximo, tendo inclusive promovido licitação pública para fornecimento de estrutura, conforme a Carta-Convite Nº 01/2020. 
Segundo divulgou o SIGA MAIS em 25 de janeiro, cinco empresas participaram da licitação realizada pela Prefeitura de Lucélia, sendo declarada vencedora ADL Comércio Locações e Decorações Ltda, pelo valor de R$ 165.050,00. O evento teria cinco noites e duas matinês.

De acordo com a administração municipal, o fato novo, desde a decisão pela realização da licitação, é a alta incidência de casos de dengue na cidade, neste mês de janeiro, que levaram a Prefeitura a decretar situação de emergência e adotar medidas de última hora, para o enfrentamento à doença.  

     Prefeito Daniel Alonso vai gastar cerca de meio milhão com carnaval em ano eleitoral 

 

Blocos já se mobilizavam

O carnaval “Fever Fest” sempre foi um dos mais tradicionais e disputados eventos carnavalescos da região, atraindo público de toda a Nova Alta Paulista nas noites e nas matinês diurnas.

Desde que a licitação pela realização do evento neste ano se tornou pública, tradicionais blocos que sempre participaram do carnaval “Fever Fest” se mobilizavam para reagrupar participantes e lançaram inclusive kits de abadá, canecas e acessórios.  

Dengue: cidade em situação de emergência

Esse cenário de dengue, segundo a Prefeitura, exigiu que fossem priorizadas ações e esforços concentrados na saúde pública. Durante o mês de janeiro – primeiro mês deste ano – foram registrados 320 casos positivos de moradores da cidade com dengue.

Outros casos suspeitos aguardam confirmação. Em 14 de janeiro a Prefeitura publicou o decreto de situação de emergência com ações específicas para atuar na atenção aos pacientes com a doença, em casos suspeitos e em medidas de contenção à proliferação do mosquito Aedes aegypti na cidade


 

 

 

 

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