GOELA ABAIXO: Sob protestos, bombas e tumultos, deputados aprovam reforma da previdência estadual

March 4, 2020

           Protesto de pequeno grupo de professores na Praça Saturnino de Brito, em Marília

 

Votação de reforma da Previdência foi marcada por confronto entre servidores estaduais e a PM. Janelas, estátuas, cadeiras e portas da Alesp foram quebradas por manifestantes. Segundo parlamentares da oposição, confusão deixou ao menos vinte servidores da educação feridos 

 

Em meio a muito tumulto, bombas, confronto de manifestantes com policiais e confusão,a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou neste terça-feira (3), com 59 votos a favor e 32 contra, a reforma da Previdência do Estado.

Houve protestos de servidores contra a proposta em todo o Estado. Uma caravana de servidores do Fórum de Marília seguiu para manifestações na Assembleia Legislativa, em São Paulo.

Na Praça Saturnino de Brito, no centro da cidade, também houve manifestações de grupos de professores da rede estadual. Algumas escolas ficaram sem aulas, hoje.

 

 

 A SESSÃO

A sessão ocorreu em meio a protestos entre servidores contrários à matéria. A tropa de choque da Polícia Militar foi convocada para conter o tumulto que se instalou por volta das 11h.

O problema ocorreu após um grupo de manifestantes que estava do lado de fora do prédio tentar entrar para acompanhar a votação. Os corredores da Casa já estavam lotados de servidores contrários à PEC.

O presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), afirmou que a ação da polícia foi correta e que um pequeno grupo de 'black blocks' atrapalhou a manifestação legítima dos servidores ao tentar entrar no plenário.

Para ser aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisava do voto de 57 dos 94 deputados estaduais, em dois turnos. O texto foi aprovado em primeiro turno na terça-feira 18 – o projeto só pôde ser votado após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspender decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que impedia a tramitação.

A proposta de mudança previdenciária estadual prevê, dentre outros pontos, um aumento na alíquota de contribuição de 11% para 14%, diminuição no tempo de contribuição de 35 para 25 anos e idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 para homens.

No início da tarde, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), usou sua conta nas redes sociais para comentar a aprovação.

"Parlamentares que honraram os votos que receberam nas urnas, permitindo que o Governo de SP tenha equilíbrio fiscal e recupere sua capacidade de investimento. O gasto com a previdência em SP já é maior que o orçamento da saúde, segurança e educação", disse.

"Não posso deixar de registrar meu repúdio aos atos de vandalismo presenciados durante a votação, dentro e fora da Alesp. Depredação do patrimônio público, intimidação aos parlamentares, agressão a policiais e desrespeito à democracia", completou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

     

     

     

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