Professor residente em Marília é preso em operação contra pornografia infantil. Ele oferecia filha em troca de favores sexuais

Homem disse em depoimento que era uma fantasia sexual dele, mas que nenhum ato foi concretizado. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Assis e Marília nesta terça-feira 
 

Um professor residente em Marília foi preso durante operação de combate à pornografia infantil e estupro de vulnerável oferecia a filha para atos sexuais em troca de dinheiro em conversas pelo WhatsApp, segundo as investigações da Polícia Civil em Assis.

O suspeito tinha mandado de prisão temporária contra ele e começou a ser investigado após o registro de um boletim de ocorrência onde o denunciante afirmou que uma mulher que conheceu em um site de relacionamento começou a perguntar se ele tinha atração sexual por crianças e a enviar fotos de uma criança nua e outras em traje de banho.

A Polícia Civil identificou que a mulher era, na verdade, o professor, que atua na rede estadual e também ocupa um cargo administrativo na rede municipal de ensino, e que a linha telefônica dele estava cadastrada com dados falsos de outra professora.

Além do mandado de prisão cumprido em um hotel em Assis, onde o suspeito estava hospedado, a polícia também apreendeu celulares e dois computadores.

Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Educação, mas nada foi encontrado no local, e na casa do suspeito em Marília, onde foram apreendidos dois tablets e um pendrive.

No celular do professor a polícia encontrou conversas em que ele oferecia a filha para a prática de atos sexuais. Além de fotos e vídeos com pornografia infantil. Todo o material vai ser enviado para análise.

“As investigações vão continuar para identificar se essas fotos são realmente de filhas deles ou de terceiros e investigar se essa filha foi eventualmente vítima do crime de estupro de vulnerável. Além da conversa do denunciante foram encontradas outras tantas conversas, todas nesse sentido, ele oferecendo a própria filha para a prática de sexo oral em troca de dinheiro”, afirma a delegada Adriana Pavarina, da Delegacia de Defesa da Mulher, que comanda a operação.

Ainda segundo a delegada, em depoimento o homem disse que oferecia a filha porque era uma fantasia sexual que tinha. No entanto ele disse que nenhum ato teria se concretizado.

“As investigações vão prosseguir até para apurar o crime de estupro de vulnerável dessa filha ou de outras crianças e se essas fotos e vídeos enviados são de crianças que fazem parte do círculo social ou profissional desse suspeito”, completa a delegada.

O homem foi levado para uma cela na Central de Polícia Judiciária de Assis e deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (10).

Em nota, a prefeitura de Assis informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que o servidor da pasta ocupa cargo administrativo na sede da secretaria. Disse ainda que a prefeitura vai colaborar com as investigações e que a acusação contra ele ocorre fora do serviço público.

 

 

 

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