Pandemia do coronavírus, Fundo Partidário e adiamento das eleições municipais de outubro

Certamente os leitores prestaram atenção na primeira parte do título acima e os eleitores ignoraram o restante dele. Praticamente no exato momento em que se abriu a chamada "janela partidária" (onde os vereadores podem até o dia 3 de abril trocar de partido sem o risco de perder os mandatos por infidelidade), se fecharam as janelas e as portas para um assunto que, justamente por esta troca de partidos, deveria estar pegando fogo: as eleições municipais de outubro próximo.

Aterrorizado pelo assustador avanço do coronavírus, o povo não quer nem saber de eleição, pré-candidatos e similares. Aliás, não estava nada interessado antes, mas o advento do tal vírus sufocou o assunto de vez.

Alguns políticos e pré-candidatos ainda tentam "queimar" adversário que estão no comando das prefeituras, mas nem isso vem colando. O povão tão de olho e ouvido colados nos noticiários do coronavírus. 

Pior! Muitos políticos e candidatos que poderão estar nas urnas em outubro, caso o pleito eleitoral se realize, correm o risco de pagar o preço da omissão, pavor, prejuízos e mortes por conta da nova doença que vem infestando o Brasil. O assunto para por aqui. O povo não quer saber de eleições.

Voltando aos políticos e mais especificamente aos pretensos candidatos a prefeito principalmente, eles continuam com algumas ações e postagens nas redes sociais, tentando evitar a já iminente morte súbita das eleições, que seriam adiadas para o próximo ano ou para 2022 (veja abaixo). 

Mas suas palavras não condizem com as ações na prática. Primeiro que não podem, como adoram, fazer reuniões com muita gente. Mesmo com pouca gente eles iriam.

Suas articulações com troca-troca de partidos não ganham repercussão na população. O foco máximo das atenções estão no coronavírus. E as eleições na berlinda.

Quem tá dentro, quer continuar; quem tá fora, quer entrar!  Para quem está no poder, esta situação (adiamento das eleições) é confortável. Não que torçam para que os efeitos do coronavírus, ainda que catastróficos, continuem por mais alguns meses e comprometa o calendário eleitoral (ou torcem?). 

Os atuais vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, com o possível adiamento das eleições, teriam seus mandatos esticados e ficariam mais tempo nos respectivos cargos. 

Nas pouquíssimas vezes em que surgem postagens sobre política nas redes sociais, o tema já é ornamentado com o tal possível adiamento. Foi o caso, em Marília, do analista Laércio "Andarilho", que postou áudio nesse sentido. "Este é o momento do cancelamento das eleições deste ano...Este é o momento de necessária concentração na vida humana", disse ele, defendendo também a transferência dos recursos do Fundo Eleitoral para o combate a pandemia.

Proposta de prorrogação dos atuais mandatos até 2022, para coincidir com as eleições de presidente, senadores, deputados e governadores, já foi tema de PEC (Proposta de Emenda Constitucional) no ano passado. Mas, a polêmica e debates sobre o assunto acabou não permitindo a votação da proposta em tempo hábil e ela voltou, de novo, para a gaveta. Alívio para os pré-candidatos a vereador e principalmente a prefeitos.

Tão aterrorizante quanto o coronavírus para o povo, é, para os políticos pré-candidatos, o possível adiamento das próximas eleições.

E a pulga cresceu atrás das orelhas deles após a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, atender esta semana a uma solicitação do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso, desembargador Gilberto Giraldelli, e determinar o adiamento das eleições suplementares que seriam realizadas no dia 26 de abril para eleger um senador ou senadora para a vaga ocupada pela senadora Juíza Selma Arruda (Podemos) e seus suplentes.O pedido de adiamento é justificado pela pandemia de coronavírus (Covid-19), que prejudica o processo eleitoral, que envolve reuniões, comícios e debates com concentração de pessoas. Além disso, prazos eleitorais passariam a ser contados a partir desta quarta-feira, 18, quando começaria a propaganda eleitoral.

Também esta semana, surgiu no Congresso propostas dos senadores 

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Major Olimpio (PSL-SP) para a utilização dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário (cerca de R$ 3 bilhões) para reforço no combate ao coronavírus, 

O líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues, disse que assinou projeto de lei, nesta quarta-feira (18), para permitir que os partidos destinem o dinheiro dos dois fundos nos casos de emergência nacional, como a pandemia de covid-19.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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