Saúde municipal adotará a hidroxicloroquina no combate à Covid-19, a partir da próxima semana. Tratamento deverá ter autorização de médicos e pacientes

July 31, 2020

Oportunizar o protocolo à população. Com este principal objetivo, a secretaria municipal da Saúde iniciará efetivamente a partir da próxima semana, a disposição de tratamento com hidroxicloroquina para pacientes com sintomas da Covid-19 em unidades de saúde do Município.

O tratamento poderá ser iniciado mediante termo de autorização tanto do médico (responsável pelo tratamento) quanto do paciente. O protocolo da hidroxicloroquina não será impositivo, ou seja, não será obrigatório para nenhuma das partes. "O Ato Médico será respeitado, bem como a opção do paciente", explicou ao JP o secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior. 

Caso na unidade não haja médico que concorde com o protocolo, o paciente poderá procurar outra unidade que disponha de profissional nessas condições. 

Médicos da Rede Municipal de Saúde tiveram prazo aberto nas últimas semanas para manifestações sobre adesão ou não ao protocolo. Nesta sexta-feira (31) será finalizado o resultado desses consultas, também com sugestões.

"Ainda não temos o percentual de adesões, mas os médicos que concordam com o protocolo serão distribuídos estrategicamente em unidades de saúde pela cidade, de forma que o paciente que optar pelo tratamento não tenha que andar muito caso não encontre profissional que prescreva o protocolo na unidade onde foi", explicou o secretário. 

CENTRAL DE MONITORAMENTO 

Ao aceitar o tratamento com a hidroxicloroquina, o paciente passará por dois testes de eletrocardiograma, sendo um no primeiro dia e outro três dias depois. 

Durante o tratamento, ele será acompanhado diariamente por uma Central de Monitoramento (que funciona anexa à secretaria municipal da Saúde), com equipes ligando para as residências dos pacientes e preenchendo relatórios sobre as condições em que eles se encontram, tanto os que aderirem ao protocolo quanto aos que não aderirem e que já estão sendo monitorados. 

"Desta forma, vamos realizar um estudo sobre os resultados do protocolo adotado aqui na cidade, pois trata-se, como tudo em torno do coronavírus, de uma novidade indicativa de resultados positivos em diversos lugares mundo afora onde tem sido adotada", afirmou o secretário.

Ele disse que o objetivo do protocolo é amenizar o avanço do doença na fase inicial e tentar evitar que o paciente vá para internação em hospital e eventual ocupação em UTI.

"O importante desse protocolo é oportunizar ao médico a opção de ministrar o tratamento com hidroxicloroquina, sem o risco de ver um paciente piorando e não ter um protocolo específico nesse sentido. Além do médico ter um norte para tomar esta decisão, um protocolo de segurança formulado por médicos e Comitê específico", disse o secretário. 

Os índices de aceitação do tratamento pelos pacientes também farão parte dos estudos. "Não há uma certeza, apenas indicativos e como a mídia mostra muita polêmica sobre usar ou não usar a hidroxicloroquina, não sabemos ainda o comportamento da população local nesse sentido", observou Cassinho.

EXAMES

Sobre os exames de eletro, ele disse que as unidades referenciadas foram aparelhadas também com novos aparelhos de ponta doados esta semana pela empresa JBS. Profissionais da Rede participaram das discussões do protocolo e orientações sobre leituras dos laudos emitidos pelos equipamentos. 

O secretário lembrou que o medicamento base do protocolo já existia na Rede, mas o estoque foi reforçado com envio de lotes pelo Governo do Estado. "Como houve grande procura pela hidroxicloroquina, o produto sofre uma escassez, mas conseguimos formar estoque suficiente para atender os protocolos à nossa população neste início de ministração. Caso a demanda seja, grande os estoques serão ampliados". 

COMITÊ MÉDICO

O secretário disse que todos os passos até a adoção do protocolo de tratamento com hidroxicloroquina na rede primária de saúde em Marília foram discutidos por um Comitê Médico aqui da cidade, formado por médicos representantes de todos os hospitais, médicos dirigentes da Rede Municipal, médicos da rede privada com notório saber e outros profissionais.

"Após muitas semanas de discussões e opiniões, não houve consenso no Comitê Médico.Parte do grupo optou pela adoção do protocolo de tratamento precoce dos pacientes", disse Cassinho.

Sobre o fato de não haver consenso do Comitê Médico, ele afirmou ser até natural diante da grande polêmica e acaloradas discussões que o assunto tem provocado em todo o mundo, com praticamente metade das opiniões a favor e metade contra. É uma novidade no universo do coronavírus, sem resultados científicos, mas evidências de resultados positivos", comentou Cassinho. 

"A meta é evitar o avanço da doença, tratar o paciente de forma preventiva e evitar a replicação viral". 

 

 

 

 

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