Escalou muro de seis metros, cortou cerca concertina, retirou exaustor eólico, deslocou telha de fibrocimento, rompeu estruturas metálicas, quebrou vidro de blindex...

August 11, 2020

"Para praticar o crime, o indiciado escalou um muro de seis metros que fica próximo ao estacionamento e entrada do edifício, ele desalinhou a concertina ali instalada e acessou o telhado do imóvel. Em seguida, o indiciado amalgamou o exaustor eólico instado no teto, para romper o obstáculo que dava acesso ao forro do imóvel, deslocou uma telha de fibrocimento. Após acessar o forro do supermercado, ele rompeu diversas estruturas metálicas que lhe davam sustentação, até chegar a uma janela de vidro do tipo blindex, que dava acesso ao refeitório da loja.

Então, o indiciado rompeu a janela e acessou o interior do estabelecimento. Já dentro do imóvel, o indiciado passou a buscar por objetos com a finalidade de subtraí-los, até chegar ao escritório do supermercado.

Para acessá-lo, o indiciado arrombou a porta. Já no interior do cômodo, o indiciado, após realizar buscas, arrombou outra porta, a qual dava acesso a um compartimento onde ficava o cofre e, depois de acessá-lo, utilizando-se de algumas ferramentas ele tentou abrir o cofre, a fim de subtrair o dinheiro que nele havia.

Todavia, o alarme do supermercado foi acionado e uma guarnição da Polícia Militar para lá se deslocou. Ao ingressarem no imóvel, os policiais ouviram um barulho e se dirigiram ao escritório da loja, onde detiveram, em flagrante, o indiciado, quando ele tentava abrir o cofre. Assim, o indiciado deu início aos atos executórios de um crime de furto qualificado, que somente não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade". Este é o relato que consta nos autos do processo. 

Toda esta habilidade de um ladrão em romper obstáculos para chegar até o cofre de um supermercado localizado na Zona Sul de Marília, rendeu a ele a pena de 1 ano, seis meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. A decisão é do juiz José Augusto de Franca Júnior, da 2ª Vara Criminal de Marília. 

O réu, Nelber Ferreira de Almeida, de 32 anos, com várias passagens pela polícia, foi preso em flagrante pela Polícia Militar por volta das 3h d madrugada do dia 18 de maio deste ano, dentro do Supermercado São Francisco, na Avenida Durval de Menezes.

Conforme os autos,. ele rompeu obstáculos e tentou subtrair a quantia de R$ 1.400,00. 

FLAGRANTE 

Em Juízo, o gerente do supermercado relatou que o alarme do estabelecimento tocou e foi ao local para verificar o que havia ocorrido. Ao chegar lá, ouviu barulho no segundo andar e acionou a segurança patrimonial vinte e quatro horas e a Polícia Militar. Afirmou que, ao fazerem a vistoria no local, “pegaram o acusado mexendo nos pertences”, tendo cortado os fios, quebrado as portas e tirou o cofre para fora, bem como pegou computador e tênis na mochila, sendo encontrado. Informou que, inicialmente, acreditou que ele havia entrado pela cozinha, por cima do forro. Mas, no outro dia, perceberam que não havia energia elétrica em alguns equipamentos.

Então, encontraram um ventilador de teto quebrado, sendo que o acusado entrou no estacionamento, subiu no tubo de incêndio, foi ao teto do estabelecimento, cortou uma cerca com alicate. Tentou entrar pela padaria, mas por ser alto não conseguiu. Mais à frente cortou os fios e adentrou o local. Acredita que o réu achava que, ao cortar os fios, havia desligado o alarme, mas o alarme funciona com bateria.

Informou que quebrou uma telha, andou embaixo do telhado até o escritório, arrombou a divisória do escritório e teve acesso à cozinha, arrombou a porta do escritório e entrou no cômodo, indo até a sua sala, abrindo o local do cofre.

Disse que o réu tirou o cofre do local e levou até o corredor, onde tentava abri-lo, sendo encontrado neste momento. Afirmou que tem um "cofre vinte e quatro horas" maior, mas ficava em outro local. O acusado não conseguiu levar nada, sendo pego no momento de guardar os pertences. Disse que o estabelecimento comercial sofreu danos de, aproximadamente, R$ 2.500,00 pois foram cortados os fios e ocorreu curto circuito.

RELATO DO RÉU

Interrogado em Juízo, Nelber justificou que estava passando dificuldades financeiras, sem pagar as contas de água e luz e problemas familiares.

Disse que agiu por desespero. Relatou que próximo ao mercado não havia ninguém, então pulou no estacionamento, subiu na lotérica, depois no muro e cortou a concertina, passando em cima do telhado, que estava rasgado, e entrou. Disse que pisou em um local que caiu uma placa de gesso, passando pela ferragem e foi ao escritório. Negou que tenha quebrado o vidro, apenas encostou nele e caiu.

Negou conhecer o mercado antes. Procurou dinheiro nas gavetas do local, ocasionando a bagunça. Disse que não desceu nos caixas. Afirmou que o cofre já estava de fora, mas não tinha ferramenta nenhuma para abrir. Disse que quebrou uma porta do armário, pois tentou abri-la. Mencionou que não estava com dinheiro nenhum e assim que entrou no mercado já o encontraram. Disse que entrou no mercado sozinho". 

 

 

 

 

 

 

 

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