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  • J. POVO- MARÍLIA

Chefe da AGU, mariliense Bruno Bianco, tira Bolsonaro da mira da PF


O advogado-geral da União, mariliense Bruno Bianco, chegou às 13h48 desta sexta-feira (28/1) na sede Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para comunicar o órgão que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não irá comparecer ao depoimento da investigação que apura o vazamento de informações sigilosas durante uma transmissão ao vivo do chefe do Executivo. Bianco permaneceu no local até 14h31, pouco mais de meia hora.

A presença de Bolsonaro na Superintendência da PF foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, (STF). O chefe do Executivo deveria chegar na sede da Superintendência às 14h, mas Bolsonaro deve recorrrer ao Supremo.

Na decisão de Moraes, o ministro negou um pedido do presidente para que ele abrisse mão de ser ouvido na investigação sobre a divulgação, em 4 de agosto de 2021, da íntegra de um inquérito sigiloso da Polícia Federal, como forma de atacar a segurança das urnas eletrônicas.

O magistrado ainda retirou o sigilo do inquérito do ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e determinou que, após o depoimento do presidente, a PF conclua imediatamente a investigação.

“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidenteRafaela Felicciano/Metrópoles A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiroGetty Images No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo Reprodução O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STFHUGO BARRETO/ Metrópoles “Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidãoFábio Vieira Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidenteAline Massuca Moraes também é relator de inquéritos em que o presidente e vários de seus aliados aparecem como investigados Daniel Ferreira/Metrópoles O mais recente é o que investiga Bolsonaro por associar as vacinas contra a Covid-19 com a contração do vírus HIV, causador da aidsMicheal Melo/ Metrópoles O inquérito motivou o início de mais um round entre os doisMarcelo Camargo/ Metrópoles “Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidenteRafaela Felicciano/Metrópoles A PF intimou Bolsonaro a depor no ano passado. Em 29 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 15 dias para que a oitiva fosse realizada. No entanto, quando o tempo estava acabando, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu prorrogação, e o ministro concedeu mais 60 dias de prazo.



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