Comerciantes registram queixa na polícia após serem incluídos em listas de "comércio de petista"

há 3 horas
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Revoltados e apontando ações criminosas, comerciantes, prestadores de serviços e microempreendedores de cidades do interior de São Paulo registraram boletins de ocorrência após serem apontados como "petistas" e terem seus estabelecimentos expostos em "listas de boicote" nas redes sociais.
INFILTRAÇÃO
Em Marília, há várias listas desta natureza circulando nas redes sociais. Nesta quarta-feira (28), um administrador de grupo de direita no Whatzapp divulgou um vídeo alertando que "pessoas de esquerda estão infiltradas em grupos de direita montando listas com nomes de pessoas (comerciantes) de direita. Temos todos os prints e sabemos quem está fazendo essas listas e vamos entrar com uma representação contra eles", afirmou.
CASO DE POLÍCIA
Em Piedade , os casos foram formalizados na Polícia Civil como crimes de ameaça e difamação. Situação similar ocorreu em Lençóis Paulista, onde uma empresária denunciou perseguição coordenada e ataques contra profissionais liberais e lojas da cidade.
Empreendedores de Piedade relataram terem sido incluídos na lista chamada "Lista de Esquerda com Certeza" no grupo intitulado "Somos Direita de Piedade". Conforme a lista do grupo, pelo menos 24 comércios estariam nesta categoria do boicote.
O dono de uma lanchonete citada, que preferiu não se identificar, afirma que ficou surpreso quando recebeu a notícia. "Segundo os próprios integrantes do grupo, você é classificado direita ou esquerda pelas suas postagens nas redes".
"Esse grupo está aí para dividir a população da cidade, onde direita só compra de direita e esquerda só compra de esquerda. Infelizmente nosso nome foi parar aí sem termos nunca nos expressados politicamente", lamentou.
O dono de um estúdio de beleza no município do interior também denunciou a prática do grupo.
Em Lençóis Paulista, uma comerciante denunciou a prática do grupo com nome de “Flavio Bolsonaro LP 22”, no WhatsApp. De acordo com microempreendedora, o referido grupo teria sido criado, inicialmente, para organizar carreatas de apoio ao candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
No entanto, após o resultado das Eleições no domingo (25), os integrantes do grupo passaram a se organizar com o intuito de retaliar pessoas que, segundo eles, estariam politicamente alinhadas ao presidente reeleito Lula (PT).
Ainda segundo a própria vítima, o grupo teria mais de 600 pessoas e nas mensagens, eles teriam utilizando palavras de ordem como “o meu dinheiro esse povo não vê mais” e “que se lasquem e morram de fome”.
A denúncia foi registrada na Delegacia de Polícia Civil como crime de difamação.








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